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RJ libera 2ª dose com vacina da Pfizer caso falte a da AstraZeneca

Decisão, publicada na segunda-feira, 16, em uma nota técnica, vale para quem tomou primeira dose da vacina Oxford-AstraZeneca

Por Giulia Vidale 17 ago 2021, 16h35

O governo do estado do Rio de Janeiro autorizou a aplicação da vacina da Pfizer como segunda dose para quem recebeu a primeira injeção do imunizante de Oxford-AstraZeneca. Em nota técnica publicada na segunda-feira, 16, a Secretaria de Estado de Saúde ressaltou que a intercambiabilidade com essas vacinas só poderá ser realizada se os municípios registrarem falta da vacina de Oxford-AstraZeneca para completar o esquema vacinal de quem já recebeu esse imunizante na primeira dose.

A decisão foi tomada em conjunto com a equipe de especialistas do Conselho de Análise Epidemiológica que assessora a Vigilância estadual. Na mesma nota técnica em que recomendou a aplicação da segunda dose da Pfizer em gestantes e puérperas que receberam a primeira dose da AstraZeneca, o Ministério da Saúde também autorizou essa intercambialidade em “situações de exceção, onde não for possível administrar a segunda dose da vacina com uma vacina do mesmo fabricante, seja por contraindicações específicas ou por ausência daquele imunizante no país”. A recomendação cita estudos que indicaram uma resposta imune robusta na adoção desse esquema, além de um bom perfil de segurança.

Redução de entrega de doses

A maior parte das doses da vacina de Oxford-AstraZeneca utilizadas no Brasil é produzida pela Fiocruz. Embora o processo de transferência de tecnologia para se tornar autossuficiente na produção do imunizante já tenha começado, atualmente a fabricação da vacina por Bio-Manguinhos, unidade responsável pela fabricação do imunizante, depende da importação do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) da China, cuja disponibilidade é limitada.

A previsão é distribuir os primeiros lotes da vacina produzida com IFA nacional apenas no quarto trimestre deste ano. Até a semana passada, a Fiocruz entregou 80,5 milhões das 100,4 milhões de doses previstas no acordo de encomenda tecnológica com a AstraZeneca.

A vacina é a mais utilizada no país atualmente, correspondendo a 46,5% das doses administradas. No entanto, desde a maior entrega mensal, feita em maio, com 21,6 milhões de doses, a quantidade de vacinas enviadas pela Fiocruz ao Plano Nacional de Imunização diminuiu gradativamente. Em junho foram 18,2 milhões de doses, em julho 14,5 milhões de doses e para os meses de agosto e setembro, a expectativa é de 11,6 milhões e 11,9 milhões de vacinas, respectivamente.

Com Agência Brasil

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