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Próteses PIP se rompem 7 vezes mais que o estimado

Um em cada 14 implantes da prótese francesa falha, segundo grupo britânico

Por Da Redação 1 jan 2012, 10h34

O principal grupo britânico de cirurgia estética, Transform, registrou uma taxa de ruptura dos implantes de mama encomendados à empresa PIP sete vezes maior que as estimativas divulgadas até agora no Reino Unido, informou o Sunday Telegraph.

Essas cifras explicam a decisão das autoridades britânicas de abrir uma investigação sobre os riscos das próteses PIP, fabricadas na França e que estão no centro de um escândalo mundial.

A PIP chegou a produzir 100.000 prótese ao ano, exportando 84% da produção, principalmente para a América Latina (Venezuela, Brasil, Colômbia e Argentina, principalmente), Espanha e Grã-Bretanha, mas no começo de 2010 a firma entrou em colapso ante as reiteradas denúncias de rupturas de suas próteses.

Segundo o jornal, desde 2006, um em cada 14 implantes colocados pela Transform rompeu-se.

O caso – Na semana passada, o governo francês deciciu recomendar a retirada preventiva das próteses mamárias devido a possibilidade de rompimento e os riscos à saúde. Estima-se que 30.000 mulheres utilizaram implantes da marca PIP.

Na quinta-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou que vai cancelar o registro das próteses mamárias da empresa francesa PIP. Além do cancelamento do registro, a Anvisa determinou o recolhimento das próteses que ainda estão em posse da importadora do produto. Foram importadas, ao todo, 34.631 unidades – 24.534 foram comercializadas. Segundo a Anvisa anunciou em comunicado, as 10.097 próteses restantes serão recolhidas.

O fundador da PIP, Jean-Claude Mas, de 72 anos, é investigado na França judicialmente por “fraude com agravante” e “homicídio culposo”. Nesta sexta, o jornal francês Nice-Matin revelou que Mas participa de uma nova sociedade para a exportação de próteses com baixo custo essencialmente à América Latina.

(Com agência France-Presse)

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