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Profissões complexas podem preservar a memória, diz estudo

De acordo com a pesquisa, carreiras consideradas complexas, como advocacia e engenharia civil, potencializam a memória e o raciocínio na velhice

Por Da Redação 20 nov 2014, 13h46

Pessoas que trabalham em áreas que desafiam a mente, como advogados, arquitetos e designers, podem ter a memória e o raciocínio mais desenvolvidos na velhice do que indivíduos com ocupações menos complexas. Essa é a conclusão de um estudo publicado na quarta-feira no periódico Neurology.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Occupational complexity and lifetime cognitive abilities

Onde foi divulgada: periódico Neurology

Quem fez: Li Liu, Shefali Oza, Daniel Hogan, Jamie Perin, Igor Rudan, Joy E Lawn, Simon Cousens, entre outros

Instituição: Universidade Heriot-Watt, na Escócia

Resultado: Profissões consideradas complexas melhoram a memória e o racicínio a longo prazo

Participaram da pesquisa 1 066 aposentados com idade média de 70 anos. Os pesquisadores tiveram acesso a testes de QI de cada participante aos 11 anos de idade e também analisaram a memória e a velocidade de raciocínio de cada um na idade atual. A profissão de cada indivíduo também foi registrada e classificada de acordo com o seu grau de complexidade.

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As carreiras consideradas complexas envolviam coordenação e síntese de dados – arquitetos, engenheiros civis, músicos e designs gráficos são alguns exemplos. Já as menos complexas baseavam-se em copiar e comparar dados, como trabalhador da construção civil, telefonista ou balconista.

Além disso, as profissões que eram baseadas em instruir, negociar ou orientar outras pessoas, como advocacia, assistência social, cirurgia média e oficial de justiça, também foram categorizadas como complexas.

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Análise – Os pesquisadores constataram que aqueles que tiveram carreiras consideradas mais complexas se saíam melhor nos testes de memória e de raciocínio. Os resultados permaneceram os mesmos após os cientistas levarem em consideração o QI dos participantes aos 11 anos de idade, escolaridade e o grau de violência no ambiente em que viveram.

“Nossa análise sugere que os empregos mais estimulantes podem ajudar as pessoas no raciocínio e que esse benefício permanece mesmo depois que elas se aposentam”, explica o coautor do estudo Alan K. Gow, pesquisador da Universidade Heriot-Watt, na Escócia.

De acordo com os pesquisadores, apesar de ser verdade que pessoas com melhores habilidades cognitivas têm mais chances de conseguir empregos que exijam mais raciocínio, ainda existe uma moderada vantagem obtida por meio desses trabalhos complexos para a capacidade cerebral futura.

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