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Príncipe Harry critica desigualdade de distribuição da vacina da Covid-19

O Duque de Susssex comparou o problema da divisão mundial dos imunizantes à luta contra o HIV e comentou sobre a nova variante Ômicron: “grande preocupação”

Por Simone Blanes 1 dez 2021, 19h34

Em evento da Organização Mundial da Saúde (OMS) e UNAIDS pelo Dia Mundial da Aids, o Príncipe Harry comparou a desigualdade global na distribuição da vacina da Covid-19 com a luta de milhões de pessoas para terem acesso aos medicamentos para a AIDS. “Vacinar o mundo é uma prova de nosso caráter moral”, escreveu ele, em carta lida durante o evento realizado nesta quarta-feira, 1. “É hora de tirar proveito das lições que aprendemos ao longo da pandemia da Aids, na qual milhões morreram desnecessariamente pelas profundas desigualdades no acesso ao tratamento. Estamos realmente confortáveis ​​em repetir as falhas do passado? Tudo o que aprendi com os jovens de Sentebale (suas instituições de caridade em Lesoto e Botswana] me diz que não. Eles veem como repetir esses erros é destrutivo e autodestrutivo, uma traição à próxima geração”, acrescentou.

Harry e sua esposa, Meghan Markle, têm defendido a igualdade na distribuição de vacinas contra a Covid-19. Em um vídeo para a People’s Vaccine, que apresentava clipes da Princesa Diana encontrando pacientes com Aids e do casal no evento Global Citizen Live em setembro, conclamando líderes mundiais a adotarem uma política de equilíbrio na distribuição de vacinas, o príncipe diz: “Existem paralelos notáveis ​​entre a Covid-19 e outra pandemia mortal, que surgiu há 40 anos: o HIV. Esta é uma história sobre como a ganância corporativa e o fracasso político prolongaram as pandemias e o que podemos fazer para impedi-las”

Harry aproveitou então para relembrar o trabalho da mãe, que ajudou a divulgar o trabalho das instituições de caridade contra a Aids. “Ela ficaria profundamente grata à comunidade científica por seu trabalho no combate à doença”, afirmou o príncipe que ainda comentou sobre o surgimento da nova variante Ômicron, descrevendo-a como sendo de “grande preocupação”. “Ao acabar com os monopólios de vacinas e compartilhar tecnologia, as empresas no mundo em desenvolvimento podem começar a produzir vacinas Covid também … Romper os monopólios … Distribuir uma vacina para o povo”, finalizou.

Abaixo, a vacinação no Brasil:

 

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