Clique e Assine VEJA por R$ 9,90/mês
Continua após publicidade

Pesquisadores da USP criam pastilha contra gengivite e periodontite

Produto auxiliará no tratamento convencional de doenças como a gengivite, periodontite e inflamações bucais

Por Diego Alejandro
10 jan 2023, 12h32

Pesquisadores da Universidade de São Paulo desenvolveram uma pastilha probiótica que promove uma mudança nos microrganismos presentes na região bucal e aumenta a resistência das mucosas orais.

O novo produto, que deverá ser licenciado para a indústria, auxiliará no tratamento convencional de doenças como a gengivite, periodontite e inflamações bucais que, sem o tratamento adequado, podem destruir os tecidos que protegem os dentes, como a gengiva, e os ossos que os sustentam.

A pastilha foi desenvolvida a partir de probióticos – microrganismos vivos, geralmente sendo bactérias- , que, quando consumidos em uma quantidade adequada, trazem benefícios à saúde. Neste caso, a cepa probiótica utilizada para o desenvolvimento da pastilha foi a Bifidobacterium animalis subsp. lactis HN019.

A partir da análise com tecnologias de última geração, inclusive com sequenciamento de DNA, os resultados obtidos demonstraram que a pastilha foi capaz de reduzir a necessidade de cirurgias periodontais, além de pacientes que usaram a pastilha probiótica, junto com o tratamento convencional de gengivite e periodontite, apresentaram benefícios adicionais.

“No caso da gengivite, os participantes apresentaram menos inflamação, mudanças em alguns mediadores inflamatórios e na composição do biofilme, nome dado à comunidade de bactérias que colonizam o elemento dental”, ressalta Flávia Furlaneto, professora da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da USP (Forp).

Continua após a publicidade

A pesquisadora informa que o produto apresenta uma ação local na cavidade bucal e também uma ação sistêmica ao chegar ao sistema gastrointestinal. “A pastilha é como um drops, uma pastilha mesmo, o paciente coloca na região sublingual e ela vai lentamente sendo dissolvida e deglutida”, diz Furlaneto.

Nos casos de periodontite, foi possível observar o aumento em alguns marcadores ligados à imunidade inata e adaptativa do paciente. “É como se a gengiva ficasse mais imunocompetente, mais resistente a futuras infecções e inflamações”, explica Michel Reis Messora, professor na Forp que também atuou no desenvolvimento da pastilha, ao lado de Furlaneto e Sergio Luiz Salvador, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, campus de Ribeirão Preto, e Rita Paula Ignácio, graduada na mesma instituição.

Atualmente, a pastilha está com pedido de patente em andamento pela Agência USP de Inovação. Entretanto, Furlaneto adianta que a pastilha não substitui o tratamento padrão. “Criamos um produto para oferecer melhoras mais significativas ao tratamento”, explica.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 9,90/mês*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 49,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.