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Perda de olfato pode diminuir a expectativa de vida

De acordo com estudo, deficiência nesse sentido é sinal da diminuição da capacidade do organismo de se regenerar

O olfato pode ser um indicador de longevidade, revelou uma pesquisa da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, publicada nesta quarta-feira no periódico Plos One.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Olfactory Dysfunction Predicts 5-Year Mortality in Older Adults​

Onde foi divulgada: Plos One

Quem fez: Jayant M. Pinto, Kristen E. Wroblewski, David W. Kern, L. Philip Schumm e Martha K. McClintock.

Instituição: Universidade de Chicago, nos Estados Unidos.

Resultado: Pessoas que desenvolvem perda do olfato podem ter quatro vezes mais risco de morrer em cinco anos

De acordo com os cientistas, um sistema olfativo saudável tem células tronco capazes de se regenerarem. A perda de olfato, então, seria um sinal da diminuição da capacidade do organismo de se reconstruir e um indicativo de problemas mais sérios de saúde.

Estudo – Participaram da pesquisa 3 005 pessoas com idades entre 57 e 85 anos. Foram testadas suas habilidades em identificar cinco cheiros: rosa, couro, laranja, peixe e hortelã-pimenta. Cinco anos depois, os estudiosos repetiram o teste com os mesmos voluntários.

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No intervalo dos dois exames, 430 participantes morreram. Desses, 39% erraram todos os odores no primeiro teste, 19% duas ou três vezes e 10% uma vez. Isso significa que as pessoas com os piores desempenhos no primeiro teste apresentaram quatro vezes mais risco de morrer nos cinco anos seguintes do que os indivíduos que tinham melhor olfato.

“Disfunção olfativa é um fator de risco independente para a morte. Ela é mais forte do que várias causas comuns, como insuficiência cardíaca, doença pulmonar e câncer. Por isso, quando a pessoa percebe que teve uma perda nesse sentido, o ideal é ela procurar um médico”, disseram os pesquisadores.