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Para evitar nascimentos, EUA podem barrar visto de turistas grávidas

A nova regra é um esforço para impedir o "turismo de nascimento", quando grávidas viajam para o país para que seus filhos possam obter a cidadania

Por Da redação - Atualizado em 23 jan 2020, 15h06 - Publicado em 23 jan 2020, 14h44

O Departamento de Estado dos Estados Unidos deu permissão aos seus oficiais consulares no exterior de rejeitarem o visto de turista de mulheres grávidas, caso acreditem que sua entrada no país é uma forma de ganhar cidadania para seus filhos ao dar à luz. A regra começa a valer a partir de sexta-feira (24), de acordo com informações do The New York Times.

Os vistos cobertos pela nova regra são concedidos àqueles que querem visitar o país por turismo, tratamento médico ou para encontrar amigos e familiares. A medida atende a um pedido de conservadores, que há muito criticam o que eles chamam de “bebês âncora”, crianças nascidas em solo americano e usadas ​​por seus pais para atrair outros membros da família. O presidente dos EUA, Donald Trump, já criticou a disposição constitucional que concede cidadania à maioria dos bebês nascidos em solo americano.

“Essa mudança de regra é necessária para melhorar a segurança pública, a segurança nacional e a integridade do nosso sistema de imigração. A indústria do turismo de nascimento ameaça sobrecarregar valiosos recursos hospitalares e está repleta de atividades criminosas, como refletido em processos federais. Fechar essa brecha brutal de imigração combaterá esses abusos endêmicos e, em última análise, protegerá os Estados Unidos. ”, disse o secretário de imprensa da Casa Branca em comunicado.

Inicialmente, a regra valeria apenas para novos vistos. Portanto, o visto poderia ser negado apenas se a mulher solicita-lo quando já estiver grávida. Por isso, críticos afirmam que não está claro qual será a eficácia da nova regra, já que alguns vistos permitem que estrangeiros visitem os Estados Unidos várias vezes ao longo de 10 anos.

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