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Oxford: 5 mil brasileiros já receberam a vacina — e sem efeitos graves

Estudo chegou a ser suspenso há menos de um mês após sintomas adversos graves em voluntária no Reino Unido

Por Mariana Rosário Atualizado em 2 out 2020, 18h30 - Publicado em 2 out 2020, 18h18

Segue em ritmo acelerado os testes da chamada vacina de Oxford no Brasil. Até agora pelo menos 5.000 voluntários receberam doses do fármaco — ou medicamento placebo — e não apresentaram qualquer efeito adverso grave. De acordo com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) os estudos avançam bem, sem intercorrências. O imunizante é desenvolvido pela farmacêutica Astazeneca em parceria com a Universidade de Oxford.

Há menos de um mês, os testes da vacina no Brasil chegaram a ser suspensos por alguns dias por suspeita de que o fármaco teria causados efeitos adversos graves em uma voluntária no Reino Unido. Após análises de um comitê independente de segurança, foi indicado que as aplicações continuassem normalmente. O estudo foi retomado no dia 14 de setembro, quando havia 4.600 pessoas já vacinadas. Ou seja, em pouco mais de duas semanas, o incremento de novos voluntários vacinados foi de cerca de 10%.

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Atualmente, a vacina é testada em cinco estados brasileiros. São eles: Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. Ao todo, são 10.000 voluntários fazendo parte dos esforços científicos no Brasil.

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Na última quinta-feira, 1º, a Astrazeneca e a Universidade de Oxford enviaram à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) os documentos iniciais para que o registro da vacina seja realizado. Trata-se de um processo contínuo que pode acelerar a liberação do imunizante à população. Mas isso só ocorrerá, é importante dizer, quando os laboratórios conseguirem comprovar a segurança e eficácia do medicamento.

Dados da epidemia

Nesta sexta-feira, 2, o Brasil registrou 27.272,9 casos e 693 mortes em decorrência da Covid-19. Estes números dizem respeito à média móvel semanal de notificações realizadas pelas secretarias regionais junto ao Ministério da Saúde (veja a série completa no gráfico abaixo). O cálculo considera os dados dos últimos sete dias somados e divididos por sete. Deste modo é possível avaliar o avanço ou desaceleração da pandemia pois atenua-se os atrasos de notificações naturais ao final de semana.

 

 

 

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