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OMS desaconselha plasma convalescente para pacientes com Covid-19

Embora tenha sido uma esperança para o tratamento, o método não reduziu o risco de precisar de ventilação mecânica e tem custo elevado

Por Paula Felix 6 dez 2021, 20h12

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta segunda-feira, 6, que desaconselha o uso de plasma convalescente para o tratamento de pessoas infectadas com Covid-19. O grupo de especialistas internacionais que elaboram diretrizes para a OMS analisou a técnica, que consiste em fazer a transfusão de plasma sanguíneo de uma pessoa que se curou do vírus para pacientes com a doença, e concluiu que ela não melhora a sobrevida e ainda é um procedimento demorado para administrar. A recomendação foi publicada no periódico The British Medical Journal.

Os especialistas verificaram 16 estudos que contabilizaram 16.236 casos leves, graves e críticos da doença. Embora tenha sido uma esperança para o tratamento nos primeiros meses da pandemia, o método não se mostrou eficaz, não reduziu o risco de necessidade de ventilação mecânica e tem custo elevado.

“A OMS faz uma forte recomendação contra o uso de plasma convalescente em pacientes com doença não grave e uma recomendação contra seu uso em pacientes com doença grave e crítica, exceto no contexto de um ensaio clínico randomizado”, informa a entidade.

Na diretriz, a OMS reforçou o apoio a tratamentos comprovados cientificamente, como corticosteróides para pacientes com Covid-19 grave e anticorpos monoclonais de acordo com o caso, e voltou a se posicionar contra o uso de ivermectina e hidroxicloroquina.

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