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OMS declara fim da emergência internacional por mpox

Status para doença conhecida como varíola dos macacos foi declarado no ano passado; foram registrados mais de 87 mil casos e 140 mortes em 111 países

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 11 Maio 2023, 16h06 - Publicado em 11 Maio 2023, 12h59

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta quinta-feira, 11, o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (PHEIC, na sigla em inglês) para a mpox, zoonose viral que ficou conhecida como varíola dos macacosmonkeypox. O mais alto status dado pela entidade para uma doença em circulação no mundo havia sido declarado em julho do ano passado, quando um surto atingia mais de 70 países. Na semana passada, após mais de três anos, a OMS também encerrou a emergência global para Covid-19.

A sugestão de encerrar a emergência foi apresentada pelo Comitê de Emergência do Regulamento Sanitário Internacional (RSI) ao diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em reunião nesta quarta-feira, 10. O grupo de especialistas independentes constatou que a resposta internacional para conter o surto teve progresso e foi positiva, além disso, houve queda no número de novos casos. Também não foram detectadas mudanças na gravidade nem nos sintomas da doença.

“Devido à mobilização global e à resposta rápida da maioria dos países, agora vemos um progresso constante no controle desse surto. Houve quase 90% menos casos relatados nos últimos três meses, em comparação com os três meses anteriores”, disse, em comunicado, Ghebreyesus.

Ao todo, foram registrados mais de 87 mil casos e 140 mortes em 111 países. Segundo a plataforma Our World in Data, ligada à Universidade de Oxford, o Brasil contabilizou 10.920 casos e 16 mortes.

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Mpox

Descoberta em 1958, a mpox chegou a ser chamada de varíola dos macacos por ter sido observada pela primeira vez em primatas utilizados em pesquisa. Ela circula principalmente entre roedores, e humanos podem se infectar com o consumo da carne, contato com animais mortos ou ferimentos causados por eles.

Entre os sintomas, febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfonodos inchados, calafrios e exaustão. A erupção cutânea começa geralmente no rosto e, depois, se espalha para outras partes do corpo, principalmente as mãos e os pés. A doença é endêmica em países da África central e ocidental, como República Democrática do Congo e Nigéria.

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Análises preliminares sobre os primeiros casos do surto na Europa e na América do Norte demonstraram que o vírus foi detectado por serviços de cuidados primários ou de saúde sexual e os principais pacientes eram homens que fazem sexo com homens. A OMS alertou que esta não é uma doença que afeta grupos específicos e que qualquer pessoa pode contraí-la se tiver contato próximo com alguém infectado.

Emergência internacional

A Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional é uma das medidas previstas pelo Regulamento Sanitário Internacional (RSI), estabelecido em 2005, que tem como foco “ajudar a comunidade internacional a prevenir e responder a graves riscos de saúde pública que têm o potencial de atravessar fronteiras e ameaçar pessoas em todo o mundo”. Com a declaração, as ações dos países passam a ser coordenadas para evitar que a doença se espalhe ainda mais e cause impactos para as populações e sistemas de saúde.

Até o momento, a emergência foi declarada sete vezes: na pandemia de gripe H1N1 (2009), nos surtos de Ebola (na África Ocidental 2013-2015 e na República Democrática do Congo 2018-2020), poliomielite (2014), Zika vírus (2016), Covid-19 (2020) e mpox (2022).

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