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OMS chama nova cepa de Omicron e a considera variante de preocupação

Segundo a entidade, variantes dentro da classificação oferecem maior risco de transmissibilidade, virulência e de escape do sistema imunológico

Por Cilene Pereira Atualizado em 27 nov 2021, 07h04 - Publicado em 26 nov 2021, 15h58

O Grupo de Aconselhamento Técnico da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta sexta-feira, 26, um comunicado a respeito da nova cepa identificada pela primeira vez na África do Sul e que vem alarmando autoridades de saúde em todo o mundo. A variante B.1.1.529 recebeu o nome de Omicron e foi considerada cepa de preocupação.

Pela definição da OMS, variantes assim classificadas apresentam alterações genéticas que mudam o grau de transmissibilidade do vírus, a severidade de doença por ele causada, sua capacidade de escapar do sistema imunológico, de testes diagnósticos e dos tratamentos. Além disso, elas já são transmissíveis entre comunidades e em múltiplos países, com prevalência crescente e indicação de que representam risco para a saúde pública global. As cepas também indicam possuir maior transmissibilidade e virulência em comparação às demais em circulação, além da sugestão de que representam risco de menor efetividade de medidas como testes diagnósticos, vacinas e terapias.

O primeiro caso conhecido de Covid-19 provocado pela nova cepa foi registrado no dia 9 de novembro. A OMS foi informada pela África do Sul na quarta-feira, 24. Segundo a entidade, a situação epidemiológica no país é caracterizada por três picos de casos, o último causado predominantemente pela variante Delta. No entanto, nas últimas semanas houve subida consistente de casos, coincidindo com a detecção da Omicrom.

De acordo com o documento da OMS, a cepa tem um número considerável de mutações. Evidências preliminares sugerem que ela apresenta maior risco de reinfecção em comparação às demais. O total de casos da cepa parece estar crescendo em quase todas as províncias da África do Sul.

O teste ouro para detecção da presença do vírus no sangue, o RT-PCR, mostrou-se eficaz para identificar também a nova variante. Segundo a OMS, várias pesquisas sobre a variante estão em andamento.

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A entidade recomenda aos países que mantenham em alerta os sistemas de vigilância sanitária e os esforços para entender como se dá a circulação das variantes do SARS-CoV-2. Também orienta que as nações compartilhem o sequenciamento genético das cepas do coronavírus em plataformas digitais com acesso público, como o GISAID.

A OMS orienta que as populações mantenham a prática de medidas protetivas como o uso de máscaras, higiene das mãoes e distanciamento social.

Confira o vídeo da Organização Mundial da Saúde:

 

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