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OMS afirma que internações devem crescer com chegada da ômicron

Em seu relatório epidemiológico semanal, o órgão afirma que são necessários mais dados para avaliar a gravidade da doença causada pela nova cepa

Por Simone Blanes 8 dez 2021, 11h42

A variante ômicron foi registrada em 57 países e o número de pacientes que precisam de hospitalização deve aumentar à medida que a nova cepa se espalhe, disse a Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta quarta-feira, 8. Em seu relatório epidemiológico semanal, o órgão relatou que são necessários mais dados para avaliar a gravidade da doença causada pela nova cepa e se suas mutações podem reduzir a proteção da imunidade produzida pela vacina. “Mesmo que a gravidade seja igual ou potencialmente ainda menor do que a Delta, espera-se que as hospitalizações aumentem, se mais pessoas forem infectadas, e que haja um lapso de tempo entre um aumento na incidência de casos e de mortes.”

No dia 26 de novembro, a OMS declarou a ômicron, que foi detectada pela primeira vez na África do Sul, como “uma variante de preocupação”. É a quinta cepa do SARS-CoV-2 a apresentar tal designação. Altamente transmissível, o número de casos notificados de Covid-19 na África do Sul dobrou desta semana até 5 de dezembro, chegando a mais de 62.000 infectados. Aumentos significativos também foram vistos em Eswatini, Zimbábue, Moçambique, Namíbia e Lesoto. De acordo com a entidade, a disseminação da nova cepa e as baixas taxas de vacinação nesses países podem ter ajudado nesse cenário.

Sobre o risco de reinfecção, a OMS disse que a análise preliminar sugere que as mutações presentes na nova cepa podem reduzir a atividade neutralizante dos anticorpos, resultando em proteção reduzida contra a imunidade natural. “Há uma necessidade de mais dados para avaliar se as mutações presentes na variante ômicron podem resultar em proteção reduzida da imunidade derivada da vacina.  Também se necessitam mais dados sobre a eficácia da vacina, incluindo o uso de doses adicionais”, disse.

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