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O que se sabe sobre a Ômicron, nova variante do coronavírus

Conheça as informações levantadas até o momento sobre a nova cepa do coronavírus que causa a Covid-19, neste momento pesquisada em todo o mundo

Por Simone Blanes Atualizado em 1 dez 2021, 14h38 - Publicado em 30 nov 2021, 15h01

Nome

Inicialmente, foi referida como B.1.1.529. Na sexta-feira 26, a Organização Mundial de Saúde a considerou variante de preocupação em razão de seu alto número de alterações genéticas e a batizou de Ômicron. A OMS faz a designação por meio de letras do alfabeto grego para não associar as variantes aos locais de origem, evitando a criação de estigmas.

Identificação

O primeiro caso foi registrado no dia 9 de novembro, em Gauteng, uma das províncias da África do Sul. No dia 24 de novembro, autoridades sanitárias da África do Sul informaram o caso à OMS.

Origem

Neste momento, incerta. Embora tenha sido detectada na África do Sul, há amostras colhidas em Botswana no dia 11 de novembro contendo a variante. Pelo grande número de mutações, acredita-se que ela tenha sido gerada por um indivíduo imunossuprimido com infecção crônica, como um doente com Aids não tratado adequadamente.

Por que preocupa

A variante apresenta cinquenta mutações, trinta delas na Spike, proteína que o vírus usa para invadir as células. Elas podem conferir potencial de escape à imunidade e possível vantagem na transmissibilidade. Não há evidências de que seja mais letal.

Mortes

Nenhuma registrada até o momento

Sintomas

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Fadiga intensa, dores musculares, tosse seca ou irritação na garganta. Poucos tiveram febre baixa.

 Escape vacinal

Não se sabe se a cepa consegue furar a imunidade assegurada pelas vacinas. Mas as farmacêuticas já iniciaram os testes para verificar a eficácia de imunizantes contra a nova cepa e garantem entrega rápida de opções – em cerca de três meses –  caso seja necessário.

Remédios

Acredita-se que pílulas anti-virais recém-aprovadas, como a da MSD, serão efetivas uma vez que os medicamentos não agem sobre a proteína Spike. Porém, há risco de que anticorpos monoclonais, como o Regeneron, não funcionem ou atuem apenas parcialmente porque agem sobre partes do vírus onde estão algumas das mutações.

Países com casos

Até o momento, da África do Sul. Botsuana, Hong Kong, Israel, Bélgica, Alemanha, Austrália, Itália, Holanda, Portugal e Japão.

Brasil

Ainda não foram identificados casos da nova variante no país, mas voos de dez países africanos – África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia, Zimbábue, Angola, Malawi, Moçambique e Zâmbia – não podem pousar no Brasil. Dois brasileiros vindos de locais onde há transmissão e que testaram positivo para Covid-19 estão isolados aguardando o resultado dos testes.

O que fazer

Manter as taxas de vacinação em alta e aplicar as doses de reforço. Os indivíduos devem continuar a tomar os cuidados preconizados, como uso de máscara.

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