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Número de idosos que sobreviveram ao câncer deve aumentar 42% nos próximos 10 anos

Dados do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos indicam que número de americanos sobreviventes do câncer passou de três milhões em 1971 para 12 milhões em 2008

Por Da Redação - 6 out 2011, 12h17

Na próxima década, a população de pessoas que sobreviveram ao câncer com mais de 65 anos de idade vai aumentar cerca de 42%. “Podemos esperar um crescimento dramático no número de idosos que vivem com o câncer ou que carregam uma história da doença”, diz Julia Rowland, diretora da divisão de controle de câncer do Instituto Nacional do Câncer, nos Estados Unidos. “Câncer é basicamente uma doença relacionada ao envelhecimento da população. Por isso, precisamos nos preparar para esse aumento”, afirma.

As informações foram obtidas a partir da análise de dados de vigilância e epidemiologia do Instituto Nacional do Câncer. Os dados foram publicados na edição de outubro do Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, um periódico científico que faz parte da Sociedade Americana para Pesquisa em Câncer.

Segundo a pesquisa, em 1971, a população que sobreviveu ao câncer foi de aproximadamente três milhões de pessoas. O número aumentou para 12 milhões em 2008. Em 2008, 60% dos sobreviventes de câncer tinham pelo menos 65 anos de idade. O número irá aumentar para 63% em 2020, segundo projeções do Instituto Nacional do Câncer.

Entre os tipos mais comuns relatados pelos sobreviventes estavam o câncer de mama (22%), de próstata (20%) e câncer colorretal (9%). Os pesquisadores atribuem a maior taxa de sobrevivência nesses grupos por conta de uma melhor detecção e triagem. O câncer de pulmão, que é o mais diagnosticado entre homens e mulheres, teve uma taxa muito menor na população sobrevivente, com 3%.

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Segundo Rowland, a comunidade de saúde precisa se preparar para o aumento de sobreviventes de câncer, que vai apresentar grandes desafios. Com uma população mais velha, é preciso aumentar o número de médicos especializados em geriatria e oncologia. “Podemos ser mais felizes a medida que o envelhecimento da população é mais saudável que em gerações anteriores. As novas tecnologias poderão permitir uma melhor comunicação e acompanhamento”, diz.

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