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Nomeação de diretor da ANS vai parar na Comissão de Ética da Presidência

Casa Civil pediu que o órgão analise a situação de Elano Rodrigues Figueiredo, que assumiu uma das diretorias da agência. No currículo enviado ao governo, ele omitiu que já teve vínculo com duas empresas de plano de saúde

Por Da Redação 6 ago 2013, 16h51

A Casa Civil pediu nesta segunda-feira que a Comissão de Ética Pública da Presidência da República analise a situação do advogado Elano Rodrigues Figueiredo, que tomou posse de uma das diretorias da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na última sexta-feira. Segundo reportagem publicada no jornal O Globo, Figueiredo omitiu em seu currículo enviado ao governo e ao Senado a informação de que já trabalhou para planos privados de saúde – ele foi diretor jurídico da HapVida, empresa que atua no Nordeste, e advogado da Unimed, de acordo com o jornal.

No ofício enviado à Comissão de Ética, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, pede que o órgão avalie os conflitos de interesse que podem estar envolvidos na nomeação de Figueiredo.

Segundo a reportagem de O Globo, Figueiredo foi diretor da HapVida “pelo menos desde 2006”. A empresa é a 18ª na lista da ANS com os planos que recebem a maior quantidade de queixas. O advogado é diretor adjunto da ANS desde março de 2012. Essa função, porém, não exige que o profissional passe por uma sabatina, como é o caso de seu novo cargo.

Senado – Em entrevista ao jornal, a senadora Ana Amélia (PP-RS), relatora da indicação do advogado para a ANS na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, disse que mantém o relatório e seu parecer favorável a Figueiredo. De acordo com a senadora, Figueiredo chegou a informá-la de que já havia trabalhado em planos de saúde privados, mas ela não considerou existir problema em relação a isso.

Figueiredo disse a O Globo que não colocou no currículo informações sobre empregos nos planos de saúde privados por uma questão de sigilo profissional e pelo fato de haver “documentos dessas empresas que me impedem, inclusive, de informar o nome delas no currículo público”.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) enviou nessa segunda-feira uma carta à Comissão de Assuntos Sociais do Senado pedindo a anulação da nomeação de Figueiredo, que foi aprovada em 11 de julho.

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