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Nem todos os efeitos colaterais de remédios são ruins

Cientistas têm descoberto benefícios surpreendentes, até contra o câncer

Por Da Redação
14 dez 2010, 11h25

Basta falar em efeitos colaterais para muitos pacientes veem o remédio com desconfiança. Contudo, cientistas vêm descobrindo que eles podem não ser ruins – muito pelo contrário. Uma lista publicada nesta terça-feira pelo jornal britânico Daily Mail mostra os benefícios inusitados de alguns medicamentos. Mas o médico da Sociedade Farmacêutica Royal, Neal Patel, adverte que “não se deve tomar nenhuma droga na esperança de usufruir de efeitos colaterais positivos. Qualquer benefício pode ser sobreposto por riscos ao paciente”. O importante é que essas descobertas podem ajudar no tratamento contra outros males – quando devidamente acompanhado por um especialista.

Colírio faz cabelo crescer – Mulheres que usam colírios latanoprosta para tratamento contra glaucoma verificaram o crescimento de cílios mais espessos. Surgiu, então, a hipótese de que a droga ajudasse a combater a alopecia (queda capilar). Pesquisas ainda estão em curso para comprovar esses benefícios.

Remédio de diabetes previne o câncer – Metformina, um medicamento usado para tratar diabetes tipo 2, pode diminuir o risco de câncer em dois terços. É o que acreditam pesquisadores da Universidade de Oxford, que anunciaram recentemente testes com a droga. O remédio ainda pode prevenir contra o Alzheimer, como apontam estudos da Universidade de Dundee, na Escócia.

Estatinas melhoram desempenho sexual masculino – Normalmente usadas para reduzir o colesterol e prevenir ataques cardíacos, as estatinas podem também representar mais uma boa alternativa à disfunção erétil, já que um em cada três homens que sofre com o problema é imune aos efeitos do Viagra. O problema é resolvido, dizem pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, quando ele é misturado ao Lipitor, uma outra estatina. A substância também previne contra a reincidência de câncer de próstata.

Diuréticos ajudam a perder peso – Para controlar a pressão sanguínea é indicado a alguns pacientes o uso de diuréticos. Como a droga intensifica a produção de urina, ela ajuda a remover alguns excessos de fluídos que estavam retidos desnecessariamente e, como consequência, a pessoa pode perder um pouco de peso.

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Anticoncepcional evita câncer no ovário – Os efeitos da pílula contra o câncer no ovário se estendem até muito tempo depois que a mulher parou de ingeri-la. A cada cinco anos de uso do anticoncepcional, o risco de desenvolver um tumor cai 20%. Pesquisadores de Oxford estimam que mais de 100.000 vidas já tenham sido salvas no mundo.

Aspirina trata depressão – Mestre dos bons efeitos colaterais, a aspirina diminui em um terço o risco de câncer. Uma pesquisa recentemente publicada na revista Psychotherapy And Psychosomatics sugere que ela também é eficientes no tratamento contra depressão. No estudo, mulheres que haviam tomado o remédio por seis meses na década anterior tinham menos chance de desenvolver depressão, porque o fluxo sanguíneo ficou melhor e as inflamações foram reduzidas.

Valium alivia a dor – Diazepam, mais conhecido como Valium, é um remédio famoso no combate à ansiedade. Mas seus efeitos relaxantes podem se estender aos músculos. Pacientes com epilepsia sentiram um alívio em suas dores e espasmos musculares quando o ingeriram.

Reposição hormonal aumenta poder cerebral – Mulheres na menopausa não precisam mais ficar receosas com as terapias de reposição hormonal. Um novo estudo constatou que esse processo é capaz de devolver às pacientes as funções cognitivas de uma jovem e levar até à descoberta de um método mais preciso de prevenção contra derrames. Durante a menopausa, as mulheres têm uma queda nos níveis do hormônio estrógeno, que leva à redução do apetite sexual, ondas repentinas de calor, alterações de humor, desgaste ósseo e transpiração noturna. O tratamento hormonal repõe o estrógeno perdido e, segundo o que se sabia até hoje, combate esses sintomas. Só que os psicólogos da Universidade de Durham, na Inglaterra, acrescentaram mais um item à lista de benefícios da terapia: ela aumenta a coordenação motora.

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