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Mortalidade materna cai 19% no Brasil entre 2010 e 2011

A expectativa do Ministério da Saúde é que o Brasil registre, com base nos dados completos de 2011, a maior redução na morte de mulheres por causa da gestação nos últimos 10 anos

O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira que houve queda de 19% na mortalidade materna no primeiro semestre de 2011 (705 mortes) em comparação com o mesmo período de 2010 (870 mortes). A mortalidade materna consiste em óbitos por causas obstétricas durante a gestação ou até 42 dias após o parto.

Com base nos dados preliminares de 2011, a expectativa, segundo a pasta, é que seja registrada a maior redução na morte de mulheres em decorrência da gestação dos últimos 10 anos. Entre 1990 e 2010, a mortalidade materna no Brasil caiu pela metade: de 141 para 68 óbitos para cada 100.000 nascidos vivos.

Segundo o Ministério, a redução foi puxada pela melhoria no atendimento às gestantes, que implicou diminuição em todas as causas diretas de mortalidade materna. Entre as principais causas estão hipertensão arterial (66,1%); hemorragia (69,2%); infecções pós-parto (60,3%); aborto (81,9%); e doenças do aparelho circulatório complicadas pela gravidez, parto ou pós-parto (42,7%). A somatória ultrapassa os 100% porque várias causas podem estar associadas.

“Essa intensificação na redução da mortalidade materna vai servir como estímulo para continuarmos melhorando o atendimento às gestantes no Brasil, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, onde ainda a proporção de óbitos é maior”, afirmou o ministro da Saúde Alexandre Padilha, em nota divulgada pelo Ministério.