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Ministério da Saúde faz proposta para encerrar greve em hospitais

Cerca de 1.500 cirurgias e 18.000 consultas foram suspensas em oito unidades

Por Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro 11 mar 2014, 20h57

O Ministério da Saúde espera que a greve de funcionários de hospitais federais do Rio de Janeiro seja encerrada nesta quarta-feira, após 35 dias. Durante reunião com representantes dos trabalhadores, que durou mais de cinco horas, a pasta apresentou uma proposta que contempla a principal reivindicação dos grevistas: garantia da manutenção da jornada de 30 horas semanais para os funcionários contratados com esta carga horária.

“O ministério admitiu fazer adaptações nos equipamentos que registram os horários de entrada e saída dos funcionários para que cada profissional cumpra a sua jornada. Além disso, ele se comprometeu criar uma comissão para discutir as melhorias salariais no futuro”, informou Lúcia Pádua, diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social no Estado do Rio de Janeiro (Sindsprev/RJ), que vai colocar o projeto em votação.

Controle do ponto – A greve foi deflagrada depois que o governo federal decidiu adotar controle do ponto nas oito unidades do Rio de Janeiro – hospitais Geral de Bonsucesso, do Andaraí, da Lagoa, de Ipanema, Geral de Jacarepaguá (antigo Cardoso Fontes), dos Servidores do Estado, e os institutos Nacional de Câncer (Inca) e Nacional de Traumatologia Ortopedia (Into).

O problema é que, com a mudança, funcionários contratados para trabalhar por 30 horas semanais teriam de cumprir 40 horas, porque o aparelho não estava adaptado para jornadas diferenciadas. De acordo com o diretor Departamento de Gestão Hospitalar do Ministério da Saúde, João Marcelo Alves, a greve provocou a suspensão de aproximadamente 1.500 cirurgias eletivas (sem urgência) e de cerca de 18.000 consultas e procedimentos ambulatoriais.

Manifestação – Nesta terça-feira, os funcionários dos hospitais federais fizeram manifestação no Centro do Rio. O grupo se concentrou em frente ao Inca, na Praça da Cruz Vermelha, e terminou o percurso na Rua México, em frente ao Núcleo do Ministério da Saúde do Rio de Janeiro (Nerj), onde a comissão de grevistas se reuniu com representantes do governo. “A greve continua, Dilma, a culpa é sua”, cantaram os manifestantes durante o ato.

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