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Ministério da Saúde avaliará 3ª dose para quem recebeu a CoronaVac

Estudo vai analisar os resultados da dose de reforço utilizando todas as vacinas aprovadas no Brasil

Por Giulia Vidale 28 jul 2021, 15h22

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou nesta quarta-feira, 28, que o governo vai começar uma pesquisa para avaliar a necessidade de terceira dose para pessoas que receberam a CoronaVac, vacina contra Covid-19 desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac, mas que no Brasil é produzida e distribuída pelo Instituto Butantan. “A iniciativa irá analisar os resultados da dose de reforço utilizando todas as vacinas disponíveis hoje no Brasil”, disse Queiroga, em publicação no Twitter.

O estudo, realizado pelo Ministério da Saúde em pareceria com a Universidade de Oxford, no Reino Unido, está previsto para começar nas próximas semanas em São Paulo e Salvador. No total, serão incluídas 1.200 pessoas que tomaram as duas doses da CoronaVac há pelo menos seis meses.

“Nós precisamos saber a duração da proteção de cada vacina. Para a vacina Pfizer, AstraZeneca e Janssen já existem várias publicações mostrando realmente a proteção em até um ano. Em relação à CoronaVac, nós precisamos avaliar isso. Existem estudos que já mostram que a proteção começa a com seis meses. Estaremos vacinando pessoas que já tenham tomado duas doses da CoronaVac, seis meses depois da segunda dose”, explicou Sue Ann Costa Clemens, professora da Universidade de Oxford e investigador principal do estudo.

Os participantes serão divididos em quatro grupos, com 300 pessoas cada. Cada um deles vai receber uma terceira dose, de reforço, de um imunizante diferente. Dessa forma, a pesquisa também irá avaliar o reforço heterólogo, nome dado à estratégia que avalia a eficácia da mistura de plataformas diferentes de vacinas.

Isso significa que um grupo vai receber como reforço uma terceira dose da Coronavac; o segundo vai receber uma dose extra da vacina de Oxford-AstraZeneca, o terceiro o imunizante da Pfizer-BioNTech e o quarto vai receber uma terceira dose da vacina da Janssen. O objetivo é avaliar qual estratégia irá oferecer a melhor proteção.

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