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Ministério da Saúde afasta possibilidade da vacina da Pfizer no SUS

Imunizante requer de resfriamento a menos 70ºC; secretário da pasta disse que vacina para distribuição nacional deve tolerar temperaturas de 2 a 8ºC

Por Mariana Rosário Atualizado em 2 dez 2020, 12h41 - Publicado em 1 dez 2020, 12h35

A depender de suas características de resfriamento, a 70 graus abaixo de zero, a vacina desenvolvida pela farmacêutica Pfizer está fora do radar do Ministério da Saúde para o programa nacional de imunização de 2021.  Nesta terça-feira, 1º, o secretário de vigilância em saúde, Arnaldo Medeiros, afirmou que a vacina a ser incluída no plano nacional deve ser “fundamentalmente” termoestável por longos períodos em temperaturas entre 2 e 8 graus celcius, compativel com a capacidade da rede de resfriamento nacional.

Apesar da menção à temperatura, o secretário não citou nominalmente nenhum imunizante.

Medeiros disse também que idealmente a vacina deveria ser aplicada em dose única, embora saiba que isso pode não ser possível. A título de comparação, apenas a vacina da Johnson & Johnson em testes no país funciona no esquema de única aplicação. Pfizer, Astrazeneca e Sinovac Biotech são analisadas diante de um protocolo que prevê duas agulhadas.

A Pfizer — que desenvolve um imunizante em parceria com a empresa de tecnologia BioNTech — iniciou a conversa para registro do imunizante no Brasil na semana passada. Dados iniciais aferidos na fase 3 de desenvolvimento da vacina apontam para eficácia de 95% e segurança para efeitos adversos graves.

 

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