Longe da mãe, crianças e adolescentes adoecem mais

Ocorrência de doenças e acidentes domésticos triplica quando a mãe trabalha, mostra estudo americano

Por Da Redação - 17 fev 2011, 12h00

“Ninguém deve fazer juízos de valor distorcidos com base na decisão das mães de trabalhar” – Melinda Morrill, professora assistente de economia da Universidade da Carolina do Norte e autora da pesquisa.

Uma pesquisa da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, mostra que crianças cujas mães trabalham fora são mais propensas a desenvolver problemas de saúde ou mesmo a sofrer acidentes domésticos. Publicada no periódico Journal of Health Economics e financiada pelo Departamento de Saúde americano, a pesquisa Os Efeitos do Trabalho Materno sobre a Saúde das Crianças em Idade Escolar analisou a situação de garotos e garotas entre os 7 e os 17 anos de idade que tinham ao menos um irmão de até 6 anos.

Segundo os resultados do estudo, quando a mãe trabalha, as chances de as crianças e adolescentes enfrentarem doenças ou acidentes crescem 200%. Entre os problemas mais comuns, estão ataques de asma, ferimentos, intoxicações ou internações no hospital.

“Ninguém deve fazer juízos de valor distorcidos com base na decisão das mães de trabalhar”, diz Melinda Morrill, professora assistente de economia da Universidade da Carolina do Norte e autora da pesquisa. “Mas é importante que estejamos atentos aos custos e benefícios associados a essa decisão.”

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O estudo analisou informações de 89.000 crianças, acompanhadas entre 1985 e 2004 pelo Centro Nacional para o Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC). O levantamento confronta levantamentos anteriores que mostravam que as crianças tinham melhorias na saúde quando as mães trabalhavam, fruto do aumento de renda familiar, que permite, por exemplo, a aquisição de planos de saúde.

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