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Johnson & Johnson prepara-se para retomar testes da vacina nos EUA

Farmacêutica afirma que não há evidências de que imunizante tenha causado efeito adverso em voluntário

Por Mariana Rosário 24 out 2020, 16h23

A Johnson & Johnson anunciou na sexta-feira, 23, que prepara-se para retomar o recrutamento de voluntários para os testes com a vacina para Covid-19 desenvolvido pelo seu braço farmacêutico, a Janssen. Em nota, a instituição afirmou que o conselho independente de monitoramento e segurança de dados recomendou a volta das atividades por não detectar relação entre um efeito adverso em um dos voluntários e o imunizante.  Os testes de Fase 3 — para atestar segurança e eficácia — foram pausados em 12 de setembro.

  • A rigorosa Food and Drug Administation (FDA), agência que regulamenta alimentos e medicamentos nos EUA, diz o documento, também foi consultada e deu sinal verde para a retomada dos estudos. Outras agências reguladoras ao redor do mundo analisam o pedido de retomada, descreve o texto.

    A farmacêutica afirmou que não foi identificada nenhuma causa clara para o adoecimento do voluntário participante dos testes. “Existem muitos fatores possíveis”, diz a nota. “Com base nas informações coletadas até o momento e nas contribuições de especialistas independentes, a empresa não encontrou evidências de que a vacina candidata tenha causado o evento”, conclui.

    No Brasil, a vacina da Janssen-Cilag tem autorização para recrutar 7.560 participantes em dez estados e mais o Distrito Federal. Doze participantes receberam as agulhadas antes da pausa, todos moram no Rio de Janeiro. Em todo o mundo, são 60.000 participantes previstos.

    Oxford

    Também na sexta-feira, a FDA autorizou a retomada dos ensaios clínicos fase 3 da vacina de Oxford. Com a decisão, a última fase de estudos clínicos, que busca comprovar a eficácia e segurança da vacina, finalmente foi reiniciada no mundo inteiro.

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