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HPV está ligado a câncer em homens, segundo estudo

Pesquisa feita no Brasil identificou presença do vírus em 30% dos homens analisados com câncer de pênis

Por Da Redação 13 fev 2012, 08h25

O HPV (sigla em inglês para vírus do papiloma humano), responsável por 98% dos casos de câncer de colo de útero, a segunda neoplasia mais frequente entre as brasileiras, não é mais um inimigo apenas da mulher. A relação entre o vírus e os casos de câncer de pênis começa a ser comprovada graças a um estudo brasileiro, a maior pesquisa molecular já feita sobre a doença.

Pesquisadores do Hospital A.C. Camargo, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e do Hospital de Câncer de Barretos identificaram em pacientes com diagnóstico de câncer peniano alterações genéticas semelhantes às que o HPV provoca em mulheres com câncer de colo uterino.

Para comprovar a relação do HPV com o câncer peniano, uma doença de tratamento delicado, sendo muitas vezes necessária a amputação do órgão, o A.C. Camargo organizou uma pesquisa com 42 pacientes diagnosticados com a neoplasia. O estudo identificou a presença do vírus em 30% dos tumores. “Assim como ocorre nos casos de câncer de colo (útero), observamos que o HPV está associado a alterações de genes do sistema imune e de resposta inflamatória nos homens com câncer de pênis”, diz Ariane Fidelis Busso, autora da pesquisa.

Responsável pelo setor de urologia do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Antonio Augusto Ornellas de Souza diz que “as proteínas virais (do HPV) poderiam tornar cancerígenas as células masculinas, assim como ocorre com os genes femininos”. Além das alterações imunológicas e inflamatórias, o HPV também modificaria a região do cromossomo 19 em homens com câncer peniano. “São marcadores prognósticos encontrados na pesquisa que, no futuro, poderão direcionar melhor o tratamento”, garante Ariane.

Segundo a pesquisadora, mapeando as alterações genéticas provocadas pelo câncer de pênis, inclusive as desencadeadas pelo HPV, será possível criar medicamentos para cada caso de câncer peniano. “Hoje, isso ocorre, por exemplo, no tratamento do câncer de mama. A mulher é diagnosticada e o tipo de câncer é detalhado para direcionar o tratamento”, explica. As informações são do Jornal da Tarde.

*O conteúdo destes vídeos é um serviço de informação e não pode substituir uma consulta médica. Em caso de problemas de saúde, procure um médico.

(Com Agência Estado)

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