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Grã-Bretanha autoriza transplantes de útero

O procedimento experimental, que já foi realizado na Suécia, Turquia e Arábia Saudita, será feito em dez mulheres inglesas. Os úteros transplantados serão provenientes de mulheres que tiveram morte cerebral

Por Da Redação 30 set 2015, 15h13

Um comitê de ética do Imperial College London, na Grã-Bretanha, acaba de autorizar a realização de transplante de útero em 10 mulheres. Os procedimentos farão parte de um estudo clínico e, se tudo certo, os pesquisadores esperam que o primeiro bebê britânico gerado como resultado da técnica nasça entre 2017 e 2018.

De acordo com Richard Smith, da Imperial College London e líder do projeto, em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, o transplante pode beneficiar 50.000 mulheres que nasceram sem útero ou perderam o órgão devido a problemas de saúde.

O procedimento já foi realizado na Suécia, Turquia e Arábia Saudita. Quatro suecas que receberam um útero doado já engravidaram e deram à luz seus bebês. Na Turquia, uma das pacientes que realizou o transplante também ficou grávida, mas perdeu o bebê.

“Trata-se claramente de uma opção viável para aquelas mulheres que não teriam nenhuma chance de gerar seu próprio bebê”, afirmou Smith, ao jornal britânico The Guardian.

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O transplante – Os úteros transplantados serão provenientes de mulheres que tiveram morte cerebral declarada após um acidente de carro, problemas cardíacos ou outras doenças. A cirurgia de retirada do órgão da doadora terá duração de três horas e o transplante na receptora, seis horas.

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A mulher que receber o útero precisará esperar um ano até poder realizar uma fertilização in vitro (FIV) e engravidar. O parto será realizado por cesárea para poupar o órgão durante o trabalho de parto.

A paciente também precisará tomar imunossupressores para evitar rejeição e, seis meses após dar à luz o primeiro filho ela poderá decidir se terá outro filho ou se irá retirar o útero para limitar a exposição aos medicamentos.

Todas as integrantes do estudo precisam ter menos de 38 anos, ter um parceiro de longo prazo e um peso saudável. De acordo com a equipe, mais de 300 mulheres se inscreveram para o estudo, mas apenas 104 atendiam aos critérios de seleção. Destas, 10 participarão do estudo e deverão receber um novo útero ao longo dos próximos anos.

(Da redação)

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