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Governo adia início de trabalho dos médicos estrangeiros

Profissionais com diplomas do exterior deveriam começar a atuar na semana que vem. Em vez disso, terão uma semana acolhimento nas regiões onde irão atender

Os profissionais com diploma estrangeiro participantes do programa Mais Médicos começarão a atender os pacientes em 22 de setembro, uma semana depois do previsto pelo Ministério da Saúde. Antes de começar a atuar, eles terão uma semana de recepção nas capitais dos estados onde irão atender.

Os 682 médicos formados no exterior inscritos na primeira fase do programa (400 cubanos e 282 selecionados pelo edital do programa) estão passando por um curso antes de iniciar suas atividades e deverão realizar uma prova na próxima sexta-feira, para que o governo brasileiro avalie se eles estão aptos a atuar no país. Após o teste, serão enviados para as regiões onde deverão trabalhar.

Durante a semana de recepção, os médicos vão conhecer hospitais e demais unidades de saúde da região e a maneira como esses serviços se relacionam com as unidades básicas de saúde onde atenderão. Além disso, receberão informações sobre as peculiaridades da população de cada localidade, como hábitos de vida e doenças mais comuns.

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“Faz parte da lógica da atenção básica o atendimento humanizado e mais personalizado do paciente. Para que o médico estrangeiro desenvolva essa sensibilidade em relação à população que vai atender, é essencial que tenha uma apresentação prévia das características específicas dela. Além disso, para que o encaminhamento dos pacientes seja feito de forma satisfatória, o médico precisa ter um conhecimento geral de toda a estrutura da rede pública de saúde do local, tais como quantos hospitais existem na cidade, e nas regiões mais próximas, e a capacidade de atendimento deles”, diz Mozart Sales, secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde.

Também durante essa semana, os médicos estrangeiros terão oportunidade de conhecer os gestores locais, o que o Ministério da Saúde considera essencial para fomentar uma melhor integração do programa. “Em um país continental como o Brasil, é imprescindível a integração do profissional formado em outro país com a rede de saúde disponível no município e com a forma de vida da população que será por ele atendida”, afirma Sales.