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Flertes e vacina: Gustavo Mendes, astro da Anvisa, e a exposição na web

Gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos, o farmacêutico fala sobre participação em campanha contra fake news do YouTube

Por Paula Felix Atualizado em 10 abr 2022, 12h02 - Publicado em 9 abr 2022, 08h00

O senhor tinha experiência anterior com vídeo ou redes sociais? Havia participado de reportagens, mas nunca em vídeos. Porém fui professor de história em cursinhos para pessoas carentes por muitos anos. E se você enfrenta aluno de cursinho, encara qualquer coisa.

Como surgiu a ideia de transmitir on-line, em tempo real, as sessões de aprovação de vacinas? Havia demanda da população por informações sobre o que fazíamos e cobranças por celeridade. A chegada do coronavírus tornou fundamental criarmos uma iniciativa para esclarecer isso.

Quão difícil é transformar aspectos técnicos em informações compreensíveis a leigos? A ideia é pensar o seguinte: não é o momento de fazermos apresentações detalhadas. Temos de destacar os pontos que trazem os motivos pelos quais recomendamos a aprovação ou não, como eficácia, segurança e qualidade. E mostrar o que se espera, o que está por vir em relação a estudos, as incertezas e o aquilo que vamos monitorar.

Alguns dos vídeos com a participação do senhor na campanha #conheça­osfatos, do YouTube, alcançam mais de 700 000 visualizações. É fácil ser uma estrela do mundo digital? Como farmacêutico, é um desafio pensar em enquadramento, por exemplo, até porque nunca tive blog e não sou influencer nem nada. Nessa campanha, foram gravados três vídeos comigo, além de diversos outros vídeos com especialistas no tema da vacinação. A Anvisa tem buscado aprimorar seu contato com as pessoas com o objetivo de esclarecer a importância do trabalho da regulação sanitária e a interface com a proteção da saúde pública. Durante a pandemia, a comunicação foi ampliada, especialmente devido ao interesse da sociedade em acompanhar a atuação da agência e, para cumprir esse trabalho, fui designado e treinado pela instituição para fazer as devidas comunicações técnicas, mas com uma abordagem mais clara e de ampla compreensão.

Sua exposição tem rendido muitas abordagens nas redes sociais? Sim. Uso o LinkedIn como ferramenta para abordar questões da Anvisa e tenho sido bem ativo. Mas não consigo interagir com todos. São quase 30 000 seguidores.

De que forma lida com os flertes? A gente acaba ficando sujeito a isso, sim. Meu Instagram é fechado porque são publicações pessoais. Mas, mesmo assim, acontece. Lido com naturalidade.

E em relação às ameaças que recebem? Esse é o ônus da transparência. Mas, até pelo momento de disseminação de desinformação em que vivemos, temos este cenário em que muitos se acham no direito de ameaçar os servidores públicos. Vemos isso com tristeza. Somos uma agência referência na América Latina, adotamos critérios técnicos internacionais. Fazemos o trabalho correto e não desistiremos de cumpri-lo.

Publicado em VEJA de 13 de abril de 2022, edição nº 2784

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