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Febre amarela: resultado de caso em São Bernardo sairá em 20 dias

Segundo prefeitura da cidade, agentes de saúde fizeram buscas nas regiões frequentadas pelo paciente infectado para identificar onde a doença foi contraída

Por Natalia Cuminale Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 7 fev 2018, 21h10 - Publicado em 7 fev 2018, 20h27

Em cerca de 20 dias, as autoridades de saúde deverão confirmar a origem do primeiro caso de febre amarela em São Bernardo, de acordo com a prefeitura da cidade. A Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) do Estado de São Paulo e o departamento municipal de controle de endemias fizeram buscas nas regiões frequentadas pelo paciente infectado para localizar mosquitos transmissores e identificar onde a doença foi contraída. Ou seja, será possível detectar se a transmissão foi urbana ou silvestre.

O homem, cuja identidade não foi revelada, não viajou e nem esteve fora do município — o que comprova o caso autóctone.  Segundo a secretaria de saúde de São Bernardo, os agentes  estiveram nos bairros Jardim Palermo, área central da cidade onde o paciente reside, e no Jardim Represa, local próximo de mata e da represa Billings, onde ele trabalha.

Além da coleta dos mosquitos nas regiões, foram tomadas medidas emergenciais como nebulização para exterminar os vetores, vistoria para verificar criadouros, além da intensificação da vacinação. A adesão da população à vacinação é considerada baixa na cidade, batendo somente 30% da meta. Desde o início da campanha (em 25/01), foram 219.272 pessoas vacinadas.

Confusão

No início da manhã da terça-feira, uma agência de notícias publicou nota afirmando que a cidade de São Bernardo havia registrado o primeiro caso de febre amarela urbana. Se confirmado, seria o primeiro caso desde 1942, já que os casos atuais foram causados unicamente pela versão silvestre. Cerca de uma hora após a publicação, no entanto, a agência publicou a seguinte retificação: “Texto alterado às 9h37 de hoje (6) para corrigir a informação repassada pela prefeitura de São Bernardo do Campo de que a transmissão era pelo Aedes aegypti“. A nota foi então alterada para “primeiro caso de febre amarela autóctone”.

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A febre amarela silvestre é disseminada pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, circulantes em matas, e não em cidades. A versão urbana é transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo da dengue, do zika e da chikungunya. A febre amarela urbana acontece justamente quando o Aedes aegypti pica uma pessoa doente e depois pica outra pessoa susceptível, transmitindo a doença. Por isso, é importante que todas as pessoas que moram ou frequentam áreas de risco se vacinem.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que “qualquer afirmação antes da conclusão do trabalho é precipitada” e que “a probabilidade da transmissão urbana no Brasil é baixíssima”. Segundo a pasta, todas as investigações dos casos conduzidas até o momento indicam exposição a áreas de matas; em todos os locais onde ocorreram casos humanos, também ocorreram casos em macacos; todas as ações de vigilância entomológica, com capturas de vetores urbanos e silvestres, não encontraram presença do vírus em mosquitos do gênero Aedes.

 

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