Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Expansão da telemedicina será inevitável com novas tecnologias para exames

No Brasil, entretanto, precisaremos antes ampliar o acesso à internet para a modalidade vingar de vez

Por Giulia Vidale Atualizado em 18 mar 2021, 22h02 - Publicado em 8 jan 2021, 06h00

A pandemia do novo coronavírus deixou marcas indeléveis e acelerou movimentos que apenas engatinhavam. Depois dela, a medicina nunca mais será a mesma, em uma das mais fascinantes viradas da história. Bem-vindo à era da telemedicina, a interação entre os profissionais de saúde e pacientes por meio de smartphones, tablets e computadores, que até então era restrita a casos específicos e emergenciais ou a iniciativas experimentais. Em 2019, o Conselho Federal de Medicina havia aprovado o recurso. Contudo o receio, somado ao tabu e a boa dose de corporativismo, fez com que a ideia permanecesse nas gavetas e nos tribunais. O ano de 2020 fez a história mudar, e já não há dúvida: o atendimento a distância é tendência incontornável, amparada em evidente estatística.

No ano passado, 1,3 milhão de teleconsultas foram realizadas em apenas seis meses pela principal startup do setor no Brasil. Prevê-se, para 2021, um salto para 2 milhões de contatos virtuais. O extraordinário crescimento bebe da tecnologia de ponta e de investimento na realização de exames, sobretudo. Como o médico pode avaliar a saúde de um doente remotamente? O Hospital Albert Einstein, de São Paulo, aplicou 25 milhões de reais em equipamentos que oferecem segurança e excelente conexão. O grupo Prevent Senior, que lida sobretudo com pacientes idosos, criou uma sala de 350 metros quadrados para os médicos acompanharem virtualmente as mais variadas especialidades. Faltaria, nesse quebra-cabeça, uma peça: a possibilidade de acompanhamento eletrônico doméstico.

arte medicina

E na era do selfie, em que quase tudo está na palma da mão, houve também inovação no zelo com o corpo. A Care Plus oferecerá o Tyto. O dispositivo estará disponível no Brasil já a partir deste mês de janeiro e permitirá ao próprio paciente examinar seus pulmões, coração, garganta e ouvidos durante a consulta e enviar para o médico os dados registrados. Muito em breve, chegarão os chamados “dispositivos vestíveis” (tradução do termo em inglês wearables) — como relógios, pulseiras e anéis serão capazes de rastrear de forma precisa as condições metabólicas e as encaminharão ao doutor. E, em futuro próximo, até mesmo as casas serão transformadas em espaços de monitoramento. O piso poderá ser revestido de sensores que detectam uma queda repentina. O espelho do banheiro terá tecnologia para verificar a visão e a pele, em busca de problemas. Sensores de sono podem ser instalados debaixo do colchão para aferir a qualidade do descanso, verificando o ronco e a apneia. Assistentes virtuais, como Alexa e Google Home, ajudarão a detectar doenças por meio da voz dos usuários.

Há, no entanto, no Brasil uma barreira: a escassez de acesso digital. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um em cada cinco lares brasileiros não tem conexão com a internet. Nas áreas rurais, metade das casas está fora do universo on-line. Nada que não possa ser vencido, especialmente em nome da saúde.

Publicado em VEJA de 13 de janeiro de 2021, edição nº 2720

  • Leia também: Novas tecnologias conferem a médicos, seguranças e soldados visão especial
Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês