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EUA confirmam doação de mais 500 milhões de doses de vacinas contra Covid

Imunizantes serão comprados da Pfizer e enviados a países de baixa e média baixa renda em 2022; medida busca ampliar o acesso igualitário às vacinas

Por Giulia Vidale 22 set 2021, 14h19

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, confirmou nesta quarta-feira, 22, a doação de mais 500 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 para países de baixa e média baixa renda em 2022. Os imunizantes serão comprados da Pfizer-BioNTech. Com o novo montante, o volume total de imunizantes destinados à doação pelo país atinge 1,1 bilhão. Destas, cerca de 160 milhões já foram distribuídas, outras 200 milhões serão enviadas até o final do ano e as 800 milhões restantes, estão previstas para serem enviadas até setembro de 2022.

“Esta é uma crise que envolve todos. […] Sabemos que, para vencer a pandemia aqui, precisamos vencê-la em todos os lugares. […] Fiz e mantenho a promessa de que a América se tornará o arsenal de vacinas”, disse Biden, durante uma cúpula virtual da Covid realizada nesta quarta, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Segundo Biden, os esforços contra a Covid-19 se concentram em melhorar três áreas: a distribuição de vacinas, redução de mortes pela Covid-19, por meio de aumento nas remessas de oxigênio entre outras ações e , e esforços para “reconstruir melhor globalmente”.

Na cúpula da Covid, Biden deveria convocar outros países a fazerem suas próprias contribuições, para alcançar o objetivo de vacinar 70% da população mundial até setembro de 2022 disse um funcionário do governo, segundo informações da NBC News.

Até o momento, cerca de 6 bilhões de doses de vacina contra Covid-19 foram aplicadas no mundo. Mas a taxa varia amplamente. Em Portugal, por exemplo, mais de 80% da população está totalmente imunizada, enquanto menos de 1% da população recebeu as vacinas em países como Haiti e Tanzânia. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em média, apenas 20% das pessoas em países de baixa renda estão vacinadas, contra cerca de 80% nos países mais ricos.

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