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Estudo preliminar aponta aumento de reinfecção por SARS-CoV-2 com ômicron

Grupo analisou 35.670 amostras de casos suspeitos de reinfecção do Sistema Nacional de Vigilância de Condições Médicas de Notificação da África do Sul

Por Paula Felix 3 dez 2021, 20h50

Um estudo preliminar realizados por pesquisadores da África do Sul apontou relação entre o aumento do risco de reinfecção pelo SARS-CoV-2, vírus causador da Covid-19, e o surgimento da ômicron, classificada como variante de preocupação pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e que está se espalhando por vários países. A pesquisa, ainda não revisada por pares, foi publicada nesta sexta-feira, 2, na plataforma medRxiv.

O grupo analisou amostras coletadas entre 04 de março de 2020 e 27 de novembro de 2021 no Sistema Nacional de Vigilância de Condições Médicas de Notificação da África do Sul. Das quase 2,8 milhões de pessoas infectadas, 35.670 eram casos suspeitos de reinfecção.

Os pesquisadores observaram aumento no risco de infecção primária após a chegada das variantes beta e delta, mas não houve incremento das reinfecções. Com a chegada da ômicron, houve queda no risco de infecção primária e aumento no risco de reinfecção.

“Evidências em nível de população sugerem que a variante ômicron está associada a uma capacidade substancial de escapar da imunidade de infecção anterior. Em contraste, não há evidência epidemiológica em toda a população de escape imunológico associado às variantes beta ou delta”, conclui o estudo.

Os estudiosos dizem ainda o achado tem “implicações importantes para o planejamento de saúde pública, particularmente em países como a África do Sul, com altas taxas de imunidade de infecção anterior”.

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