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Estudo nega vínculo entre remédios para TDAH e risco de abuso de drogas

Conclusão vai contra o receio de que medicamentos para hiperatividade possam tornar as crianças mais propensas ao abuso de substâncias no futuro

Por Da Redação
Atualizado em 5 jun 2024, 09h27 - Publicado em 30 Maio 2013, 09h42

Crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) que tomam remédios estimulantes para tratar o problema, como a Ritalina, não correm um risco maior de abuso de substâncias (álcool, drogas e cigarro) quando forem maiores em comparação com outras sem tratamento para o mesmo distúrbio. A conclusão é de uma pesquisa feita na Universidade da Califórnia, Estados Unidos, e publicada nesta quarta-feira no periódico JAMA Psychiatry.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Stimulant Medication and Substance Use Outcomes A Meta-analysis

Onde foi divulgada: periódico JAMA Psychiatry

Quem fez: Kathryn Humphreys, Timothy Eng e Steve Lee

Instituição: Universidade da Califórnia, EUA

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Dados de amostragem: 2.565 crianças com TDAH

Resultado: Crianças que fazem uso de remédios estimulantes para tratar o TDAH não têm risco maior ou menor de sofrer com abuso de substâncias no futuro em comparação com crianças que têm o mesmo distúrbio, mas não são medicadas.

Remédios estimulantes são eficazes em tratar os sintomas do TDAH, mas existem controvérsias em relação aos seus efeitos adversos, especialmente devido a preocupações de que essas drogas possam tornar as crianças mais propensas a sofrerem com problemas de abuso de álcool e drogas no futuro.

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O novo estudo revisou 15 trabalhos realizados entre 1980 e 2012 que incluíram mais de 2.500 crianças com TDAH. A idade média das crianças estudadas foi de oito anos quando a pesquisa começou e elas foram acompanhadas até completarem 20 anos em média.

“Nós não encontramos associação entre o uso de medicamentos como a Ritalina e o abuso futuro de álcool, nicotina, maconha e cocaína”, afirmou Kathryn Humphreys, coordenadora do estudo. Como resultado, autores da pesquisa afirmaram que o trabalho fornece “uma atualização importante” ao campo de conhecimento de abuso de drogas e medicamentos contra o TDAH.

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