Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Estudo coloca Brasil como novo epicentro do coronavírus no mundo

Pesquisadores brasileiros estimam que o país já tem 1,6 milhão, o que o colocaria à frente do EUA em números de casos confirmados

Por Da redação Atualizado em 6 Maio 2020, 05h07 - Publicado em 5 Maio 2020, 19h45

Um estudo brasileiro estima que o número total de infectados por coronavírus no Brasil chegaria a 1.657.752 (podendo variar entre 1.345.034 e 2.021.177) na segunda-feira, 4. Ou seja, 15 vezes mais do que os 107.780 casos confirmados pelo Ministério da Saúde. Isso colocaria o país como o novo epicentro da doença, à frente dos Estados Unidos. Hoje, o país ocupa oficialmente esse status com 1,1 milhão de casos confirmados de Covid-19.

“O Brasil já é o epicentro global do coronavírus”, disse o pesquisador Domingos Alves, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, que trabalhou no estudo, ao jornal americano The Wall Street Journal.

ASSINE VEJA

Moro fala a VEJA: ‘Não sou mentiroso’ Em entrevista exclusiva, ex-ministro diz que apresentará provas no STF das acusações contra Bolsonaro. E mais: a pandemia nas favelas e o médico brasileiro na linha de frente contra o coronavírus. Leia nesta edição.
Clique e Assine

A análise está no portal Covid-19 Brasil, que reúne pesquisadores de diversas universidades brasileiras. Diante de uma provável subnotificação massiva de infectados, os pesquisadores chegaram a essa estimativa a partir de uma modelagem reversa, baseada no número de mortes notificadas no Brasil e na taxa de letalidade da Coreia do Sul, que é 1,1%, ajustada para a pirâmide etária do país.

De acordo com os pesquisadores, a Coreia do Sul é um dos poucos países que têm conseguido realizar testes em massa, o que colocar sua taxa de mortalidade em um patamar mais confiável do que mundial ou a de outros locais. Eles também ressaltam que pode haver uma subnotificação das mortes por Covid-19 no país, mas consideram este um número mais consolidado que o número de casos.

Testes

O Brasil realizou apenas 1.597 testes por milhão de habitantes. Para fator de comparação, os Estados Unidos realizaram 22.591 testes por milhão de pessoas e Portugal, o país que mais testou a população, realizou 44.132 testes por milhão de habitantes, segundo informações da empresa de dados Statista.

A ampliação da realização de testes é uma prioridade do Ministério da Saúde e dos estados para entender a dimensão da pandemia no Brasil. Mas isso ainda não foi ampliado na prática.

Continua após a publicidade

Maior taxa de contágio do mundo

Um estudo publicado recentemente pela Universidade Imperial College London, na Inglaterra, estima que o Brasil tem a maior taxa de transmissão (chamada de R0) do novo coronavírus no mundo. De acordo com a pesquisa, a taxa de transmissão do país (chamada de R) é de 2,81. Isso significa que no Brasil, cada infectado transmite o vírus para cerca de outras três pessoas. Quanto mais alto esse valor, maior a velocidade de transmissão da doença e maior o risco de sobrecarga no sistema de saúde.

De acordo com especialistas, medidas de relaxamento de quarentena devem ser adotadas apenas por países com R (taxa de transmissão) menor do que 1. Fazem parte dessa lista Alemanha, cuja taxa é de 0,8 e Grécia, que tem a menor taxa entre os países analisados, com 0,41. Ou seja, o Brasil está longe disso no momento.

Inclusive, na análise, o país faz parte do grupo que apresenta ascensão da infecção, ao lado do Canadá, Índia, Irlanda, México, Paquistão, Peru, Polônia e Rússia. Por outro lado, Itália, França, Espanha e República Dominicana estão em fase de declínio da infecção e na Alemanha, Portugal, Bélgica, Colômbia e EUA, a taxa está estabilizada.

Em relação ao número de mortes, o Brasil está na lista de países com previsão de um alto número de mortes na semana seguinte ao estudo, ao lado do Canadá, Equador, França, Itália, México, Espanha e Reino Unido.

 

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)