Clique e assine a partir de 9,90/mês

Coronavírus: o que é lockdown, que começa a ser adotado no país

São Luís, no Maranhão, e Fortaleza adotam a medida; Em São Paulo ainda não há discussões sobre o assunto

Por Mariana Rosário - Atualizado em 6 May 2020, 05h30 - Publicado em 5 May 2020, 16h22

Mais de um mês após o início das primeiras medidas de isolamento social no país, outra forma de contenção da circulação de pessoas começa a ser estudada e adotada pelos estados brasileiros, o chamado lockdown. A primeira região a anunciar o regime mais fechado de quarentena para conter o avanço do novo coronavírus foi o entorno da Grande São Luís, no Maranhão, onde houve bloqueio de fronteiras nesta terça-feira, 5.

Fortaleza, a capital do Ceará, também passará a restringir a circulação de pessoas dentro da cidade, restringirá entradas e saídas e fará o controle do trânsito de pessoas e veículos, algo característico no sistema de lockdown. A mudança passa a valer a partir de sexta-feira, 8.

Em São Paulo, por outro lado, os rumos da quarentena serão atualizados pelo governador João Doria na próxima sexta-feira, 8, e não há qualquer discussão que envolva a adoção de um lockdown na metrópole. Espera-se que seja dado o prosseguimento do isolamento social em contornos parecidos com o que é visto hoje. O governo de Doria, no entanto, não descarta lançar mão da medida no futuro, caso a lotação de leitos hospitalares e o fluxo de atendimento de pessoas doentes torne-se incontornável.

O que muda com lockdown?

Em um boletim epidemiológico publicado no dia 6 de abril, o Ministério da Saúde definiu o lockdown como o “nível mais alto de segurança e que pode ser necessário em situação de grave ameaça ao sistema de saúde”. Durante este bloqueio total, todas as entradas e saídas da região, as fronteiras, são restringidas por agentes de segurança e somente trabalhadores essenciais têm a permissão de entrar ou sair da área isolada.

Continua após a publicidade

ASSINE VEJA

Moro fala a VEJA: ‘Não sou mentiroso’ Em entrevista exclusiva, ex-ministro diz que apresentará provas no STF das acusações contra Bolsonaro. E mais: a pandemia nas favelas e o médico brasileiro na linha de frente contra o coronavírus. Leia nesta edição.
Clique e Assine

Ainda que alguns serviços essenciais estejam funcionando, como mercadosfarmáciaspostos de gasolina, as pessoas só devem sair de casa caso tenham grande necessidade (como o trabalho essencial), do contrário podem sofrer multas ou advertências de autoridades policiais, solicitando que retornem para casa.  “Nunca houve nada parecido no Brasil, mas como o isolamento social foi sendo abandonado pelas pessoas e o número de óbitos e subiu muito, esta é uma medida que pode conter o avanço da transmissão”, analisa Bruno Scarpellini, médico epidemiologista e infectologista e mestre em saúde pública.

Para que serve?

De caráter emergencial, a medida é eficaz para a redução da curva de casos e, assim, dar mais tempo para a reorganização do sistema de saúde. “Países que implementaram, conseguiram sair mais rápido do momento mais crítico”, é descrito no boletim epidemiológico publicado pelo Ministério da Saúde. As nações mais afetados pela Covid-19 fazem justamente parte do grupo que adotou esta medida restritiva de circulação de pessoas, a exemplo de China, Itália, Estados Unidos e Espanha.

 

Publicidade