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Epidemia de zika regride no Brasil, afirma OMS

Para a Organização Mundial da Saúde, a queda pode estar relacionada com o fim do verão. A organização alerta também para o aumento significativo de casos na Europa

A epidemia de zika está claramente em regressão no Brasil, afirmou nesta segunda-feira (25) a Organização Mundial da Saúde (OMS). Para a entidade, a queda provavelmente está relacionada com o fim do verão. No entanto, é impossível saber se haverá uma reativação do vírus no futuro.

“A epidemia está em uma fase descendente no Brasil. O mesmo acontece na Colômbia e Cabo Verde”, afirmou Marie-Paule Kieny, subdiretora-geral da OMS, em coletiva de imprensa em Paris.

A organização também alertou para a possibilidade de um aumento significativo no número de casos de infecção pelo vírus na Europa. Segundo Marie-Paule, a possibilidade de uma transmissão local, com a chegada dos mosquitos à Europa e prováveis transmissões por via sexual, poderão se traduzir num aumento significativo do número de pessoas infectadas pelo zika e de complicações médicas ligadas ao vírus.

De acordo com a subdiretora da OMS, duas espécies de mosquito Aedes – aegypti e albopictus – conhecidas por transmitir o vírus zika, vão começar a circular na Europa, à medida que “as temperaturas começarem a subir.”

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O zika propagou-se desde o fim de 2014 no Brasil. Três a quatro milhões de casos são esperados no continente americano. Em sete países europeus, incluindo Portugal, foram anunciados vários casos de infecção.

A OMS já declarou a epidemia como “emergência de saúde pública internacional.” Os cientistas procuram saber quanto tempo o vírus pode permanecer no corpo humano e o grau de risco de transmissão por via sexual.

(Com Estadão Conteúdo)