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Dois morrem no Japão após receberem vacina de lotes danificados da Moderna

Aplicações foram efetuadas antes do pedido de suspensão de 1,63 milhão de vacinas fabricadas pela Moderna; governo estuda relação entre as mortes e os lotes

Por Felipe Mendes Atualizado em 28 ago 2021, 16h58 - Publicado em 28 ago 2021, 16h33

Dois dias após anunciar a suspensão da aplicação de 1,63 milhão de doses da vacina para Covid-19 fabricada pela Moderna, o Japão informou, neste sábado, 28, ao menos duas mortes dentre as pessoas que receberam lotes contaminados. Recentemente, a distribuidora dos imunizantes da Moderna no país, a farmacêutica Takeda, recebeu relatórios que indicavam contaminação de três lotes de vacinas, o que gerou uma resposta do governo local. Os dois óbitos confirmados correspondem a homens, ambos na faixa dos 30 anos de idade, que faleceram após receberem a segunda dose da vacina. As causas estão sendo investigadas.

Em nota conjunta divulgada neste sábado, Moderna e Takeda disseram que “no momento, não há nenhuma evidência de que essas mortes tenham sido causadas pela vacina” e pediram uma investigação minuciosa sobre o caso. “É importante conduzir uma investigação formal para determinar se há alguma conexão”. O governo japonês também afirmou que não foram identificados problemas de segurança ou eficácia e que a suspensão dos três lotes de Moderna foi uma medida preventiva. Antes da suspensão da aplicação, os imunizantes foram distribuídos para 863 centros de vacinação no país. 

A farmacêutica americana disse, em outra nota divulgada antes da confirmação das duas mortes, que investiga os relatórios que apontaram impurezas em três de seus lotes de imunizantes e que está trabalhando com parceiros e reguladores para chegar a uma resposta. A Moderna também levantou suspeitas de que a contaminação do lote, se comprovada, pode ter sido um problema em uma linha de produção na Espanha, onde a empresa Rovi é responsável por engarrafar as vacinas da Moderna que são distribuídas mundo afora — exceto para os Estados Unidos. 

No Japão, a hipótese mais veiculada é de que os contaminantes encontrados em alguns frascos sejam de partículas metálicas, segundo o que fontes do ministério da saúde relataram à emissora local NHK. O país asiático enfrenta uma escalada de casos por Covid-19 nos últimos meses.

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