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Brasil chega a 62 mortes e tem 408 mil casos de dengue

279 óbitos suspeitos estão sendo investigados. Brasil deve ter 149% mais casos de dengue em 2024 do que o recorde atual de 2015

Por Simone Blanes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 12 fev 2024, 15h08 - Publicado em 12 fev 2024, 14h57

Em meio ao surto de dengue, o Brasil chegou a 62 mortes confirmadas e mais 279 suspeitas que estão sendo investigadas. Entre os casos prováveis, o país registrou 408 mil diagnósticos, segundo a última atualização do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde.

Ainda de acordo com as estimativas da pasta, o Brasil deve ter 149% mais casos de dengue em 2024 do o pior ano, com a média nacional de 201 casos de dengue por 100 mil habitantes. Em alguns estados, porém, esse índice é maior: o Distrito Federal, por exemplo, registra mais de 1.700 casos por 100 mil habitantes, seguido por Minas Gerais, Acre, Paraná e Goiás.

Em números absolutos, no entanto, Minas Gerais assume a dianteira com mais de 143 mil casos de dengue, seguido por São Paulo, Distrito Federal e Paraná. Os estados com menos casos são o Piauí e Paraíba. Os indicadores também apontam que a maioria das pessoas afetadas são mulheres, com 55% dos registros, contra 45% dos homens.

No mesmo período do ano passado, a dengue matou 61 pessoas. O número de casos graves, porém, triplicou com 4.600 registros contra 1.355 nas primeiras cinco semanas de 2023.

4,2 milhões com dengue em 2024

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O Ministério da Saúde prevê que o número de casos de dengue, doença transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, pode chegar a 4,2 milhões em 2024. A projeção foi divulgada durante o início da campanha de vacinação contra a infecção no Sistema Único de Saúde (SUS) que prioriza crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, público que contabiliza mais hospitalizações com a doença e que demonstrou melhor desempenho de eficácia para a vacina QDenga.

“Nunca chegamos a esse número, por isso a preocupação com a pressão que pode acontecer nos centros de saúde”, disse Ethel Maciel, secretária da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente.

Se confirmado, esse número não apenas tornará 2024 o ano com o maior número de casos da doença, mas também representará um aumento significativo de 2,5 vezes em relação ao recorde atual de 2015, com 1.658.816 casos, segundo dados da pasta.

Atenção aos repelentes

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um texto neste domingo 11, com as recomendações sobre o uso de repelentes aplicados na pele, enquadrados na categoria “Cosméticos”, e os destinados ao ambiente.

Segundo a agência, é importante entender o modo de usar e a eficácia do repelente apropriado para combater o Aedes aegypti. No caso de crianças, a Anvisa alerta para o uso de ativos que já tiveram aprovação para esse público, com o cuidado se seguir as orientações descritas no rótulo do produto, pois cada ativo tem suas particularidades e restrições de uso.

Os repelentes que possuem o componente DEET, por exemplo, não pode ser usado por crianças menores de dois anos de idade. Em crianças de dois a doze anos, o uso do ativo é permitido em uma concentração menor do que 10%, em no máximo três aplicações por dia. Não é recomendado o uso prolongado.

Sobre os inseticidas e repelentes aplicados ao ambiente, o texto reitera que tanto a substância ativa quanto os componentes complementares – solubilizantes e conservantes – devem ser aprovados pela agência. De acordo com o texto, os repelentes em aparelhos elétricos ou espirais devem ser colocados em um ambiente da casa a pelo menos dois metros de distância das pessoas. Também não devem ser utilizados em locais com pouca ventilação e na presença de pessoas asmáticas ou com alergias respiratórias.

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Os produtos à base de citronela, andiroba, óleo de cravo e outros, que não possuem comprovação científica de eficácia e não são aprovados pela agência sanitária, não são recomendados pela Anvisa.

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