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Coronavírus: relatório indica quem deve tomar a vacina primeiro

Universidade Johns Hopkins recomenda que profissionais de saúde da linha de frente na pandemia e idosos tenham prioridade

Por Da redação - Atualizado em 24 ago 2020, 19h50 - Publicado em 24 ago 2020, 19h35

A vacina contra o novo coronavírus é o acontecimento mais esperado do ano. Mas a dúvida que não quer calar e aflige muita gente: quem será imunizado primeiro?

Um relatório elaborado pelo prestigioso Centro Johns Hopkins para Segurança Sanitária, nos Estados Unidos, recomendou que alguns grupos devam ter prioridade na vacinação. Isso porque, segundo os especialistas, quando uma vacina for aprovada, o fornecimento será limitado no início, mesmo que haja mais de uma opção. Gargalos nos estágios do processo de fabricação, incluindo falta de frascos e seringas ou problemas no processo de envasamento e acabamento, podem causar atrasos na disponibilidade da vacina.

O primeiro grupo

Estão incluídas no primeiro grupo profissionais essenciais para sustentar a resposta contínua da Covid-19. São eles: médicos, enfermeiro e funcionários de serviços de saúde de emergência e pessoas que trabalham na produção, distribuição e aplicação da vacina. Nesse grupo devem estar também os vulneráveis, como aqueles com idade superior a 65 anos, os que vivem com eles ou seus cuidadores e grávidas, por exemplo.

Há ainda um terceiro perfil: os que desempenham funções sociais essenciais, como professores, trabalhadores do transporte público e fornecedores de alimentos. “A priorização dessas pessoas provavelmente bloquearia  um maior dano geral”, diz o relatório assinado por especialistas em segurança de saúde, pesquisadores de vacinas, bioeticistas e especialistas em segurança do paciente e acesso a vacinas.

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Segundo grupo

No segundo grupo, estão os profissionais de saúde que não estão diretamente envolvidos na resposta ao coronavírus, como equipe de farmácia; pessoas que vivem longe de cuidados de saúde, como população indígena; funcionários de setores chave, como eletricidade e saneamento; equipes de entrega; militares e policiais.

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A equipe da Johns Hopkins recomenda que mesmo dentro dos grupos prioritários, deve haver classificações. “Provavelmente não haverá oferta de vacina suficiente para todos os membros dos grupos de candidatos de Nível 1 para serem oferecidas vacinas simultaneamente”, diz o relatório.

Embora o relatório esteja direcionado ao governo dos Estados Unidos, suas recomendações servem para qualquer país que precise implementar uma estratégia de vacinação em massa contra a doença, incluindo o Brasil. Em junho, o Ministério da Saúde disse que logo após a aprovação da vacina e chegada das primeiras doses, haverá uma campanha de vacinação “priorizando públicos mais vulneráveis como idosos, pessoas com comorbidades, profissionais de saúde, professores, profissionais de segurança, indígenas, motoristas de transporte público e pessoas privadas de liberdade”, disse o secretário nacional de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros.

Atualmente, 169 vacinas estão em desenvolvimento contra o novo coronavírus, segundo dados da OMS. Destas, 30 estão na fase de testes clínicos em humanos e seis estão na etapa 3, última exigida pelas autoridades regulatória para aprovação.

Pandemia coronavírus no Brasil

Atualmente, o Brasil tem 3.622.861 casos e 115.309 mortos registrados pela doença. Nesta segunda-feira, 24, a média móvel de novas notificações da doença foi de 37.613 e a de novos óbitos de 967,6. A média móvel semanal é calculada a partir da soma do número de casos e mortes nos últimos sete dias, dividida por sete, número de dias do período contabilizado – o que permite uma melhor avaliação ao anular variações diárias no registro e envio de dados pelos órgãos públicos de saúde, problema que ocorre principalmente aos finais de semana.

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