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Coronavírus: Três vacinas já estão em fase de testes em humanos, diz OMS

O progresso das vacinas contra o vírus está ocorrendo a uma velocidade inédita na história

Por Da redação - Atualizado em 30 jul 2020, 19h25 - Publicado em 14 abr 2020, 12h36

De acordo com um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), setenta vacinas contra o coronavírus estão em desenvolvimento em todo o mundo. Dessas, três já estão em fase de testes em humanos. A mais avançada no processo clínico é um imunizante desenvolvido pela CanSino Biologics Inc., empresa com sede em Hong Kong que desenvolve e fabrica produtos e vacinas biológicos, em parceria com o Instituto de Biotecnologia de Pequim.

As outras duas candidatas em teste foram desenvolvidas separadamente pelas farmacêuticas americanas Moderna Inc e Inovio Pharmaceuticals Inc., de acordo com a OMS. A CanSino recebeu no mês passado a aprovação regulatória chinesa para iniciar os testes em humanos com sua vacina. A Moderna recebeu aprovação regulatória da FDA, agência americana que regula medicamentos, para avançar rapidamente para testes em humanos em março. A aprovação permitiu que a Moderna “pulasse” anos de testes em animais. Em geral, essa etapa é uma norma no desenvolvimento de vacinas. Já a Inovio começou seus testes em humanos na semana passada.

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As demais candidatas, incluindo vacinas em desenvolvimento por gigantes farmacêuticos como Sanofi e Janssen (braço farmacêutico da Johnson & Johnson) estão em fase pré-clínica. O progresso das vacinas contra o novo coronavírus está ocorrendo a uma velocidade sem precedentes na história. Normalmente, o tempo necessário entre o desenvolvimento de uma vacina e sua chegada ao mercado varia de 10 a 15 anos. No caso do novo coronavírus, a expectativa é já ter um imunizante aprovado e disponível para uso em até um ano e meio.

O fato do vírus afetar o mundo inteiro, com mortalidade relativamente alta, proporcionou investimentos bilionários e esforços mundiais coordenados destinados ao desenvolvimento de uma vacina eficaz. Farmacêuticas, empresas de biotecnologia de todos os portes e centros de pesquisa entraram na corrida global para o desenvolvimento de uma vacina eficaz. Essa é a única forma de acabar com a doença. As medidas de contenção apenas reduzem a velocidade de disseminação da doença.

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