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Consumo de álcool antes da primeira gravidez aumenta o risco de câncer de mama

A bebida alcoólica já havia sido relacionada anteriormente à doença, mas nova pesquisa revelou que o período entre a primeira menstruação e a primeira gravidez pode deixar a mulher mais vulnerável ao câncer

Por Da Redação - 29 ago 2013, 18h39

Embora estudos científicos já tenham associado o consumo de bebida alcoólica ao câncer de mama, um novo dado pode facilitar a compreensão dessa relação. De acordo com pesquisa publicada nesta quarta-feira, mulheres que bebem álcool no período compreendido entre a primeira menstruação e a primeira gravidez correm maior risco de ter a doença do que aquelas que passam a beber somente depois da primeira gestação. Para os autores, é possível que isso aconteça pois os tecidos mamários são particularmente sensíveis ao processo de formação do câncer.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Alcohol Intake Between Menarche and First Pregnancy: A Prospective Study of Breast Cancer Risk​

Onde foi divulgada: periódico Journal of the National Cancer Institute​

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Quem fez: Ying Liu, Graham Colditz, Bernard Rosner, Catherine Berkey, Laura Collins, Stuart Schnitt, James Connolly, Wendy Chen, Walter Willett e Rulla Tamimi

Instituição: Universidade de Washington, Estados Unidos

Dados de amostragem: 91.005 mulheres

Resultado: O risco de câncer de mama é maior entre mulheres que começaram a consumir bebida alcoólica antes da primeira gravidez do que depois. Essa chance também é mais elevada entre aquelas que não bebem e cujo período entre a menarca e a primeira gravidez ultrapassou os dez anos em comparação com as mulheres que não bebem, mas cujo período foi menor.

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O estudo, feito na Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, está presente na nova edição do periódico Journal of the National Cancer Institute. Ele se baseou nos dados de 91.005 mulheres que deram à luz quando tinham de 25 a 44 anos e que nunca haviam apresentado câncer. As participantes responderam a um questionário sobre consumo de álcool e estilo de vida em 1989 e voltaram a ser avaliadas vinte anos depois.

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Quantidade perigosa – Ao final da pesquisa, foram registrados 1.609 casos de câncer de mama. O estudo descobriu que mulheres que ingeriam pelo menos 15 gramas de álcool diariamente – uma quantidade equivalente a duas doses de uma bebida destilada – apresentaram um risco 34% maior de ter câncer de mama do que aquelas que nunca bebiam.

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A pesquisa também concluiu que quanto maior o período compreendido entre a primeira menstruação e a primeira gravidez, mais elevado o risco de câncer de mama. Entre as mulheres que não bebiam, aquelas que levaram mais de dez anos para engravidar a partir da menarca tiveram um risco de 26% a 81% maior de desenvolver a doença em comparação com as participantes cujo período foi menor. Para os autores do estudo, reduzir o consumo de álcool durante esse período pode ser uma estratégia de prevenção contra o câncer de mama.

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(Com AFP)

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