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Conselheiros do CDC recomendam reforço da Pfizer para alguns grupos

Idosos com mais de 65 anos, residentes de instituições de longa permanência e pessoas de 50 a 64 anos com comorbidades para casos graves foram incluídas

Por Giulia Vidale 23 set 2021, 19h26

Nesta quinta-feira, 23, um grupo de 15 conselheiros científicos dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) aprovou a administração da dose de reforço da vacina contra Covid-19 da Pfizer-BioNTech para determinados grupos da população. No caso de idosos com mais de 65 anos e residentes de instituições de longa permanência, a recomendação da terceira dose foi unânime. Já para pessoas de 50 a 64 anos com comorbidades que aumentam o risco de complicações pela Covid-19, foram 13 votos a favor, contra dois contra. A maioria do painel também recomendou o reforço para adultos de 18 a 49 anos com condições médicas subjacentes, de acordo com a avaliação de benefícios e riscos individuais.

Por outro lado, pessoas com risco aumentado de contaminação devido a sua profissão, como profissionais de saúde e professores, não foram incluídos no grupo prioritário da estratégia. Segundo o grupo, ainda não há evidências suficientes sobre a necessidade do reforço nessa população.

Na quarta-feira, 22, a FDA, agência que regula medicamentos nos Estados Unidos, autorizou a aplicação da dose de reforço da vacina da Pfizer-BioNTech para americanos sob risco de Covid-19 grave, que completaram o esquema de imunização há pelo menos seis meses. Ao contrário do painel do CDC, a FDA havia recomendado a terceira dose para pessoas cujos empregos aumentam a exposição ao vírus, incluindo profissionais de saúde, professores e pessoas que trabalham em mercearias.

Apesar da autorização da FDA, para a estratégia começar a nível nacional, ainda é necessária a liberação do CDC, o que deve ocorrer até sexta, segundo informações do The New York Times. Mesmo assim, muitos americanos já receberam a terceira dose. Vários foram até os locais de vacinação alegando que ainda não tinham se vacinado ou contando com a colaboração das equipes de imunização, de acordo com o jornal.

O sinal verde das autoridades de saúde dos Estados Unidos para a administração da dose extra ocorreu quase um mês depois da previsão inicial do presidente Joe Biden, que havia divulgado que a vacinação de reforço no país iria começar no início de setembro. Até o momento, apenas pessoas que receberam a vacina da Pfizer poderão tomar o reforço. A dose extra para os recipientes dos imunizantes da Moderna e da Janssen, também em uso no país, ainda não foi autorizada.

No Brasil, o Ministério da Saúde recomendou a administração da dose de reforço para idosos acima de 70 anos que foram vacinados há pelo menos seis meses e para pessoas com imunossupressão que completaram o esquema de imunização há, no mínimo, 21 dias. Em todos os casos, independe a vacina recebida anteriormente. No entanto, cada estado está seguindo seu próprio calendário. São Paulo, por exemplo, liberou a dose extra para todos os idosos acima de 60 anos. Até esta quinta-feira, 14 unidades da federação iniciaram a administração da terceira dose. São elas: Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e São Paulo.

Confira o avanço da vacinação no país:

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