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Cientistas prolongam vida de roedor com uso de reprogramação genética

Os roedores que receberam o tratamento eram equivalentes a um ser humano de 77 anos

Por Diego Alejandro
10 jan 2023, 20h56

Cientistas conseguiram prolongar a vida dos camundongos em 7% graças à reprogramação genética, de acordo com um novo artigo divulgado pela empresa de biotecnologia Rejuvenate Bio, de San Diego, nos Estados Unidos.

O conceito de reprogramação genética atraiu a comunidade científica por mais de uma década. Ela expõe células individuais a proteínas ativas em embriões em estágio inicial, trabalhando essencialmente para transformar células velhas em jovens, semelhantes a uma célula-tronco. A técnica levou o biólogo japonês Shinya Yamanaka a receber o Prêmio Nobel de 2012. A partir daí, a ideia foi para o laboratório e, em seguida, para testes com cobaias.

No estudo, os roedores que receberam o tratamento eram equivalentes a um ser humano de 77 anos (tinham cerca de 124 semanas). Os camundongos tratados viveram, em média, nove semanas a mais, em relação ao grupo de controle, um aumento de 7% no tempo de vida. O experimento também produziu um efeito quase imediato.

“Esta é uma tecnologia poderosa e aqui está a prova de conceito”, disse Noah Davidsohn, diretor científico da Rejuvenate, ao MIT Technology Review. “Eu queria mostrar que é realmente algo que podemos fazer em nossa população idosa.”

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A reprogramação genética ainda é um campo nascente. A pesquisa inicial foi limitada a células individuais e é importante lembrar que os ratos têm células em quantidade menor do que um ser humano. Expandir o conceito para a nossa espécie – a vantagem de ter um aumento de 7% na expectativa de vida como nossa referência inicial – traz consigo uma escala que aumenta riscos conhecidos: a manipulação de células abre portas para o câncer. A pesquisa tem limitações, como a publicação de um artigo ainda não revisado por pares e falta de documentação sobre quais células foram alteradas.

“É um belo exercício intelectual”, disse Vittorio Sebastiano, professor da Universidade de Stanford, à Technology Review, “Mas eu evitaria fazer qualquer coisa remotamente semelhante a uma pessoa”.

A Rejuvenate Bio continuará sua pesquisa enquanto outras empresas direcionam seus próprios experimentos para células específicas. O futuro pode descobrir que a reprogramação de genes funciona bem para algumas células, fornecendo uma nova ferramenta contra doenças específicas.

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