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Cientistas deixam rim com problemas “novo em folha”

Em experimento feito com ratos, pesquisadores fizeram com que rim comprometido voltasse a funcionar, produzindo urina e filtrando sangue

Por Da Redação 16 abr 2013, 08h31

Cientistas americanos desenvolveram, em laboratório, um rim capaz de filtrar sangue e produzir urina tanto fora de um corpo quanto após ser transplantado em um rato. A pesquisa, desenvolvida no Hospital Geral de Massachusetts, filiado à Universidade Harvard, nos Estados Unidos, foi descrita em um artigo publicado neste domingo na revista Nature Medicine.

Na foto, um rim de rato usado na pesquisa pronto para ser transplantado
Na foto, um rim de rato usado na pesquisa pronto para ser transplantado VEJA

O transplante de rim é o único tratamento capaz de curar pessoas que sofrem de insuficiência renal avançada – e hemodiálise, que auxilia o rim a filtrar resíduos do corpo, aumenta a sobrevivência desses pacientes, mas não elimina completamente a condição. Porém nem sempre há um número suficiente de doadores para que todos os transplantes de rim necessários sejam realizados – e, além disso, há um número considerável de casos de rejeição do órgão.

Na pesquisa, os cientistas, utilizaram uma técnica que já havia sido aplicada anteriormente em corações, pulmões e fígado. O método consiste em usar um rim que, normalmente, não seria adequado para transplante, fazer uma ‘limpeza’ das células velhas desse órgão e deixar apenas a sua estrutura natural, algo semelhante a um esqueleto tridimensional. Depois, essa armação é preenchida com células-tronco renais e também dos vasos sanguíneos do paciente que receberia o transplante.

O experimento do Hospital Geral de Massachusetts foi coordenado pelo pesquisador Harald Ott. Ele e sua equipe testaram a técnica em um modelo animal. Após ‘reanimar’ um rim em laboratório, a equipe deixou, durante 12 dias, o órgão em uma câmara que simulava o interior de um corpo. Depois desse período, o rim passou a ser funcional, apesar de menos eficaz do que um órgão natural. O órgão regenerado, ao ser transplantado em um rato, produziu apenas um terço da urina de um rim saudável.

Mesmo assim, os autores do estudo consideram os resultados do trabalho um importante passo para que, no futuro, haja mais opções a pacientes que sofrem de doenças renais graves. “Esperamos que, um dia, esses rins cultivados em laboratórios possam ser capazes de substituir completamente a função renal, assim como um rim vindo de um doador o faz”, diz Ott.

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