Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Cientistas ‘barram’ contaminação pela malária

Rota que as cepas do parasita da malária usam para entrar nos glóbulos vermelhos do sangue foi identificada. Descoberta ajuda na criação de vacina

Por Da Redação 10 nov 2011, 11h06

Cientistas do Instituto Wellcome Trust Sanger, no Reino Unido, descobriram como fazer que o parasita da malária não se espalhe pela corrente sanguínea, aumentando as possibilidades da criação de uma vacina eficaz. A pesquisa foi publicada na edição desta semana da revista científica Nature.

De acordo com os especialistas, o mecanismo de entrada essencial é comum para todas as cepas do parasita mais letal, o Plamodium falciparum. Com isso, uma futura vacina poderia ser eficaz para o conjunto das cepas do parasita. Até agora, pensava-se que o parasita P. falciparum dispusesse de várias opções para vencer as defesas das células do sangue.

O coautor do estudo Gavin Wright, contudo, descobriu que a interação entre uma molécula específica do parasita, chamada “ligand PfRH5”, e um receptor do glóbulo vermelho, a basigina (BSG), é indispensável para a infecção. Ainda de acordo com o estudo, os anticorpos anti-BSG podem bloquear a infecção das células sanguíneas, seja qual for a cepa experimentada em laboratório.

A descoberta deste receptor único, que pode ser fixado para deter a invasão do parasita através do sangue, deixa de esperar uma solução mais eficaz que um dia poderá erradicar a doença. Atualmente, a malária ainda mata 781.000 pessoas ao ano e 85% das crianças com menos de cinco anos na África subsaariana, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

(Com agência France-Presse)

Continua após a publicidade
Publicidade