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Casos suspeitos de microcefalia sobem para 3.893

Nesta semana, os EUA confirmaram três casos de infecção por zika em habitantes da Flórida que viajaram para Colômbia e Venezuela. De acordo com a Opas, o vírus já está circulando em toda a América Latina e no Caribe

Por Da Redação 20 jan 2016, 16h34

Os casos suspeitos de microcefalia no Brasil subiram para 3.893, segundo informações do novo boletim divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde. O número corresponde a um aumento de 10% em relação ao boletim divulgado na semana passada. De acordo com o levantamento, o número de municípios com notificações de nascimentos de bebês com a má-formação passou para 764, em 21 Estados. Destes, 20 tem casos autóctones registados.

Pernambuco continua com o maior número de casos suspeitos, 1.306, o que representa 33% do total registrado no país. Em seguida, estão Paraíba (665), Bahia (496), Ceará (216), Rio Grande do Norte (188), Sergipe (164), Alagoas (158), Mato Grosso (134) e Rio de Janeiro (122). A pasta informou também que foram notificadas 49 mortes provocadas pela má-formação, das quais cinco tiveram a infecção por zika confirmada.

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América Latina – O vírus, que teve seu primeiro caso confirmado no Brasil em maio de 2015, já está presente em dezenove países e territórios da América Latina e do Caribe. De acordo com um especialista da Organização Pan-americana de Saúde (Opas), em entrevista à agência France-Presse, o vírus se propagou de forma muito rápida. Os especialistas da organização estimam que o zika tenha chegado ao continente em 2014.

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Segundo Sylvain Aldighieri, chefe do departamento de Doenças Transmissíveis da Opas, a rápida disseminação do vírus pela região é explicada pela presença do mosquito Aedes aegypti – transmissor da zika, dengue e chikungunya – na maior parte do continente, com exceção do Canadá e partes do Chile continental. “Esse mosquito é claramente um gênio da adaptação e encontrou um nicho perfeito para se desenvolver”, disse o especialista.

Na terça-feira, o Ministério da Saúde da Colômbia sugeriu que os casais do país evitem a gravidez por causa do avanço do zika vírus. Em 2015 foram confirmados mais de 11.000 casos da doença. No mesmo dia, a Bolívia confirmou um caso autóctone de zika.

Estados Unidos – Também nesta semana, o Departamento de Saúde da Flórida, nos Estados Unidos, confirmou que três pessoas foram diagnosticadas com zika vírus. Em dois dos casos, registrados no condado de Miami-Dade, as vítimas tinham viajado à Colômbia, e no terceiro, diagnosticado no condado de Hillsborough, à Venezuela.

No sábado (16), os Estados Unidos já haviam confirmado o primeiro caso de microcefalia relacionada ao zika em um bebê nascido no Estado do Havaí. De acordo com o jornal americano The New York Times, a mãe do bebê esteve no Brasil em maio de 2015, quando acredita-se que tenha sido infectada pelo vírus.

Diante disso, o Centro de Controle de Doenças (CDC) emitiu diretrizes para que os médicos perguntem às suas pacientes grávidas sobre seu histórico de viagens para áreas de transmissão da doença. Caso elas relatem algum sintoma como febre, erupção cutânea, dor nas juntas e olhos vermelhos, até duas semanas após a viagem, deverá ser realizado um teste para infecção por zika. Porém, se não houver sintomas, mas as pacientes tiverem visitado estes lugares, elas poderão realizar um ultrassom para analisar o tamanho do crânio do feto ou procurar calcificações no órgão que podem indicar a microcefalia.

(Da redação)

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