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Aumenta número de jovens que fazem sexo desprotegido

Estudo mostra que eles dão mais prioridade à higiene do que à contracepção

Por Da Redação - 25 set 2010, 13h28

Apesar de os jovens estarem bem informados sobre as várias formas de contracepção, o sexo desprotegido é cada vez mais comum entre eles. Um estudo internacional intitulado “Contracepção: afinal, de quem é a responsabilidade?” – lançado por ocasião do Dia Mundial da Contracepção, marcado para este domingo, dia 26 de setembro – mostra que quase metade dos jovens sexualmente ativos praticam relações sexuais sem utilizar métodos contraceptivos.

O levantamento – realizado com mais de 5.000 jovens com idades entre 15 e 24 anos de 25 países da Ásia, Europa, América do Norte e Latina – aponta um “aumento considerável” de relações não protegidas, de 25%, em relação aos resultados de 2009. O estudo revela ainda que, embora mais de 80% dos jovens reconheçam a sua responsabilidade de usar um contraceptivo, 44% dão mais prioridade à higiene pessoal – incluindo o uso da ducha, a depilação e a aplicação de perfume – do que à contracepção, quando se preparam para um encontro que pode levar à prática de relações sexuais.

Apenas metade (51%) dos jovens entrevistados considerou estar muito bem informada sobre as opções de contracepção. A razão mais citada para a não utilização dos métodos é “não ter nenhum disponível no momento”.

O estudo, apoiado por uma coligação de 10 organizações internacionais ligadas à saúde sexual, foi feito num momento em que o número de casos de gravidez não planejada constitui uma grande preocupação global, particularmente entre jovens. Cerca de um terço dos 205 milhões de casos que se verificam anualmente não são planejados, sendo as taxas mais elevadas observadas entre jovens dos 15 aos 24 anos.

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Regiões – Apesar dos dados gerais, os resultados variam de região para a região. Na Tailândia, por exemplo, mais de um terço dos jovens que admitiram ter praticado relações sexuais desprotegidas com um novo parceiro disseram que a razão principal pela qual não usaram um contraceptivo é que “não é bom”.

No Reino Unido e na Noruega, onde os contraceptivos estão acessíveis a todos, um quinto dos jovens admitiu ter praticado relações sexuais desprotegidas com um novo parceiro porque “estava bêbado e acabou se esquecendo”.

Na Rússia, mais de metade dos inquiridos acredita que o “método do coito interrompido” é confiável, e no Peru um quinto pensa que a prática de relações sexuais durante o período menstrual é uma forma eficaz de contracepção.

Na Turquia, mais de um terço dos jovens acredita que tomar uma ducha ou um banho depois de praticar relações sexuais é uma forma eficaz de prevenir uma gravidez.

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