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Anvisa autoriza armazenamento da vacina da Pfizer em temperatura mais alta

Imunizante poderá ser acondicionado a -20º C, em vez de -75ºC, como já ocorre nos Estados Unidos

Por Giulia Vidale Atualizado em 20 abr 2021, 19h45 - Publicado em 20 abr 2021, 17h14

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o armazenamento da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela Pfizer em parceria com a BioNtech a -20ºC, por até duas semanas. Inicialmente, imunizante precisava ser acondicionado a -75°C. A mesma autorização já havia sido concedida pela FDA, agência que regula medicamentos nos Estados Unidos.

“Essa nova autorização para o armazenamento de nossa vacina contra a Covid-19 contribuirá para a logística de vacinação com o imunizante em um país de dimensões continentais como o Brasil”, disse a diretora médica da Pfizer Brasil, Márjori Dulcine, em comunicado.

O imunizante possui um prazo de validade de seis meses quando armazenado em temperatura de -75°C. Na nova condição, -20ºC, esse período cai para duas semanas. A ComiRNAty, nome da vacina, ainda pode ficar por até cinco dias em refrigerador comum (entre 2º e 8º).

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Como a baixa temperatura de armazenamento do imunizante a base de mRNA dificulta sua distribuição, a Pfizer desenvolveu uma embalagem preenchida com gelo seco que permite armazenar a vacina a -75ºC por 30 dias.

O imunizante foi o primeiro a receber o registro definitivo pela Anvisa, em 23 de fevereiro.  No entanto, o acordo com o governo federal para o fornecimento de 100 milhões de doses da vacina só foi oficializado em março. Diante disso, a entrega da maior parte deste quantitativo está prevista para o segundo semestre deste ano.

Até junho, são esperadas 15,5 milhões de doses. O primeiro lote, de 1 milhão de vacinas, está previsto para chegar ao país até o dia 30 de abril. O imunizante requer aplicação de duas doses para ter efetividade robusta e completa. A eficácia comprovada nos estudos de fase 3 foi de 95%.

Confira o avanço da vacinação no Brasil:

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