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Agência europeia encontra elo entre coágulos e vacina da Janssen

Agência ressalta que esse efeito colateral é raríssimo e recomenda que a vacina continue a ser utilizada

Por Giulia Vidale Atualizado em 20 abr 2021, 20h02 - Publicado em 20 abr 2021, 12h22

O comitê de segurança da EMA, agência que regula medicamentos na União Europeia, concluiu nesta terça-feira, 20, que há um elo entre a formação de coágulos sanguíneos e a vacina contra a Covid-19 da Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson. Apesar da constatação, a autoridade sanitária ressalta que os benefícios do imunizante superam os riscos e recomenda a continuidade de uso.

“A Covid-19 está associada a um risco de hospitalização e morte. Os relatos de coágulos sanguíneos associados a baixos níveis de plaquetas no sangue são muito raros e os benefícios gerais da vacina contra Covid-19 da Janssen na prevenção da Covid-19 superam os riscos de efeitos colaterais”, disse a agência em comunicado.

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A EMA chegou a essa conclusão após analisar todas as evidências atualmente disponíveis, incluindo oito casos que ocorreram nos Estados Unidos, dos quais um terminou em fatalidade. O comitê de segurança relatou que os coágulos sanguíneos ocorreram principalmente em locais incomuns, como nas veias do cérebro (trombose do seio venoso cerebral) e do abdômen (trombose da veia esplâncnica) e nas artérias, em associação com níveis baixos de plaquetas no sangue. “Os casos revisados ​​foram muito semelhantes aos casos que ocorreram com a vacina Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca”, disse a agência.

Todos os casos ocorreram em pessoas com menos de 60 anos de idade nas três semanas após a vacinação, a maioria em mulheres. No entanto, ainda não é possível confirmar fatores de risco específicos para o problema. Como aconteceu com a vacina de Oxford-AstraZeneca, a EMA recomentou que a formação de coágulos sanguíneos associados a baixos níveis de plaquetas seja incluída na lista de efeitos colaterais muito raros causados pelo imunizante.

A principal hipótese sobre como a vacina pode causar essa reação grave é uma rara resposta imunológica que leva a uma condição semelhante à observada algumas vezes em pacientes tratados com heparina (trombocitopenia induzida por heparina, HIT).

Embora o risco deste efeito colateral grave seja baixíssimo a agência alerta para a necessidade de reconhecer os sintomas e procurar ajuda médica imediatamente. “Ao reconhecer os sinais de coágulos sanguíneos e plaquetas sanguíneas baixas e tratá-los precocemente, os profissionais de saúde podem ajudar as pessoas afetadas em sua recuperação e evitar complicações”, afirma o comunicado.

Os sintomas incluem falta de ar, dor no peito, inchaço na perna, dor abdominal persistente, pequenas manchas de sangue sob a pele e sintomas neurológicos, como dores de cabeça fortes e persistentes ou visão turva.

Até o dia 13 de abril, quando o uso da vacina foi suspenso nos Estados Unidos, mais de 7 milhões de pessoas haviam recebido o imunizante de Janssen e apenas oito casos ocorreram. A vacina foi autorizada na União Europeia em 11 de março, mas a distribuição bloco foi temporariamente adiada pela própria empresa após sua associação com casos graves de trombose nos EUA.

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