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Acha que está com Alzheimer? Talvez você esteja mesmo, diz estudo

De acordo com pesquisa, pessoas que se queixam de perda de memória têm três vezes mais probabilidade de desenvolver alguma forma de demência

Queixas de perda de memória são uma forte evidência de que alguma forma de demência pode estar a caminho. Essa é a conclusão de um estudo publicado nesta quarta-feira no periódico Neurology.

Pesquisadores americanos perguntaram a 531 idosos de, em média, 73 anos e sem demência, se haviam notado alguma mudança na memória no ano anterior. Os participantes também foram submetidos a testes de memória e cognição por aproximadamente dez anos. O cérebro de 243 voluntários foi examinado depois da morte para o diagnóstico de Alzheimer.

Durante o estudo, 56% dos participantes reclamaram de perda de memória, em média aos 82 anos. Nos cerca de dez anos seguintes, esses voluntários tiveram quase três vezes mais probabilidade de apresentar alguma forma de demência.

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Fontes: Lucas Alvares, neurocientista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); André Lima, neurologista membro da Academia Brasileira de Neurologia; Eduardo Mutarelli, neurologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo; Edson Issamu Yokoo, neurologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.