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1 em cada 20 casos de pré-eclâmpsia pode estar relacionado à poluição do ar

Pesquisa mostra que exposição à poluição por ozônio durante o primeiro trimeste de gestação pode aumentar o risco de complicações na gravidez

Um a cada vinte casos de pré-eclâmpsia, condição que afeta a gravidez, pode estar relacionado à exposição, nos três primeiros meses da gestação, à poluição do ar por ozônio. Essa é a conclusão de um estudo realizado na Universidade de Umeå, na Suécia. De acordo com a pesquisa, o risco de parto prematuro também é aumentado pela presença desse poluente.

Conheça a pesquisa

TÍTULO ORIGINAL: Air pollution exposure in early pregnancy and adverse pregnancy outcomes: a register-based cohort study

ONDE FOI DIVULGADA: periódico British medical Journal Open

QUEM FEZ: David Olsson, Ingrid Mogren e Bertil Forsberg

INSTITUIÇÃO: Universidade de Umeå, na Suécia

RESULTADO: O risco de nascimentos prematuros e pré-eclâmpsia cresceu 4% para cada aumento de 10 microgramas de ozônio por metro cúbico de ar (µg/m3) nesse período. Os autores calculam que 5% dos casos de pré-eclâmpsia estavam relacionados aos níveis de ozônio do primeiro trimestre de gestação

A pré-eclâmpsia é uma condição que afeta cerca de 5% das gestantes, surgindo, normalmente, entre a vigésima semana da gravidez e a primeira semana após o parto. Os sintomas são aumento da pressão arterial e perda de proteínas pela urina. A condição pode dar origem a um descolamento precoce da placenta – recém-nascidos de mulheres com pré-eclâmpsia têm quatro a cinco vezes mais riscos de complicações de saúde.

Levantamento – Para a realização do estudo, publicado no periódico British Medical Journal Open, foram utilizados dados de 121.000 nascimentos (de gestações de um único bebê) ocorridos entre 1998 e 2006 na área metropolitana de Estocolmo. Dentre eles, 4,4% foram partos prematuros e a pré-eclâmpsia ocorreu em 2,7% dos casos.

Os pesquisadores também analisaram dados nacionais de prevalência de asma entre mães e níveis de ozônio e óxido de nitrogênio no ar. Nenhuma relação foi encontrada entre o óxido de nitrogênio, liberado por veículos, e complicações na gravidez, assim como nenhum dos poluentes pode ser relacionado ao nascimento de bebês abaixo do peso.

Quanto à asma, os pesquisadores concluíram que mães asmáticas têm uma chance 25% maior de terem um filho prematuro e um risco 10% maior de apresentarem pré-eclâmpsia.

Os resultados mostraram uma associação entre os níveis de ozônio durante o primeiro trimestre de gestação e o risco de nascimentos prematuros e pré-eclâmpsia. Cada uma dessas condições cresceu 4% para cada aumento de 10 microgramas de ozônio por metro cúbico de ar (µg/m3) nesse período. Os autores calculam que 5% dos casos de pré-eclâmpsia estavam relacionados aos níveis de ozônio do primeiro trimestre de gestação.