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Veja Essa: Macron, Huck e Guedes

Frases que marcaram a semana

“Não se administram relações internacionais organizando, qualquer que seja o país, um concurso de insultos.”

JEAN-YVES LE DRIAN, ministro das Relações Exteriores da França — aquele que Bolsonaro trocou por um corte de cabelo —, ao comentar as recentes estultices machistas sobre a primeira-dama Brigitte Macron

“Desculpe, mas isso não é atitude de um presidente.”

EMMANUEL MACRON, presidente da França, flagrado em vídeo numa conversa durante o G7 com o presidente do Chile, Sebastián Piñera, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. Macron se referia à hoje famosa ida de Bolsonaro ao barbeiro

“Largo tudo e vou embora. Aí vocês vão ver o que é bom, como é que fica.”

PAULO GUEDES, ministro da Economia, ao ser abordado agressivamente no Rio sobre um comentário em que defendia Bolsonaro no episódio Macron e Brigitte. A um grupo de empresários, Guedes disse: “Ela é feia mesmo””

“Irruuu!”

JAIR BOLSONARO, ao finalizar a postagem nas redes sociais em que anunciava o sucesso da cirurgia de cinco horas para a correção de uma hérnia

“Por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos… e se isso acontecer.”

CARLOS BOLSONARO, o filho Zero Dois, sugerindo no Twitter alguma saída não democrática

“Vou investigar, mas me parece verdadeiro pelo contexto: os Beatles eram semianalfabetos em música. Mal sabiam tocar violão. Quem compôs as canções foi o Theodor Adorno.”

OLAVO DE CARVALHO, o astrólogo que virou guru dos Bolsonaro, misturando a Escola de Frankfurt do filósofo alemão com as escalas musicais do quarteto de Liverpool. Até o fechamento desta edição, Olavo continuava investigando o tema, em busca de balada assinada por uma nova dupla, Lennon & Adorno ou Adorno & McCartney

“Quando os jovens tiverem 85 anos e possuírem filhos e netos, não terão nada se não deixarem de votar nessas pessoas no Brasil, em Londres e Washington. Estão garantindo a ruína do mundo, algo para o qual todos temos contribuído.”

DONALD SUTHERLAND, ator, em entrevista coletiva depois do encerramento do Festival de Veneza

“O desrespeito à lista tríplice é o maior retrocesso democrático e institucional do MPF em vinte anos.”

NOTA da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) sobre a indicação do subprocurador-geral Augusto Aras para a Procuradoria-Geral da República

“Meu desejo é desejar nada além do que preciso.”

MARIA FERNANDA CÂNDIDO, atriz de 45 anos, que deu um tempo na televisão para se dedicar mais ao cinema. Ela acaba de ganhar o prêmio Kineo, entregue pelo Ministério da Cultura da Itália, de melhor atriz coadjuvante por sua atuação em 'O Traidor', o novo filme do diretor Marco Bellocchio, inspirado na vida do mafioso Tommaso Buscetta

“Mas, tenham compaixão. Enviem sugestões para a UNE sair dessa (comuna adora grana/vida fácil).”

ABRAHAM WEINTRAUB, ministro da Educação, tripudiando no Twitter sobre as carteiras de estudante atuais, cobradas pela UNE. Elas agora estão disponíveis gratuitamente no site do ministério. Atenção: a vírgula depois de “mas”está fora de lugar, desse jeitinho, no original

“A mentalidade sindicalista arrebentou o Brasil.”

RICARDO SALLES, ministro do Meio Ambiente, culpando as gestões anteriores pela atual crise de imagem e pelos resultados do Ibama

“Não dá para discutir os problemas do Brasil com um monte de homem branco na Faria Lima.”

LUCIANO HUCK, na edição do EXAME Fórum 2019, promovido pela Editora Abril. A Faria Lima é uma avenida chique da Zona Oeste de São Paulo

“Este farol de mudança (…) encontrou um papel que lhe cai com perfeição: o de durona que vai arrastar a família real para o século XXI.”

'TATLER', revista da aristocracia e da alta sociedade britânica, caprichando na ironia ao anunciar que o posto de “alpinista social do ano”vai para Meghan, a duquesa de Sussex, mulher de Harry, que a imprensa adora odiar

Publicado em VEJA de 18 de setembro de 2019, edição nº 2652